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Correio da Manhã

Desporto
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Hora da despedida com pouco encanto

A Académica despediu-se dos palcos da Liga Europa sem golos e com uma derrota (0-2), mas pode queixar-se do árbitro russo Aleksei Nikolaev, que validou um golo irregular aos israelitas. Os estudantes chegaram a controlar a partida, mas pecaram demasiado na finalização.
7 de Dezembro de 2012 às 01:00
John Ogu (Académica) tenta proteger a bola de Zeev Haimovic, defesa do Hapoel
John Ogu (Académica) tenta proteger a bola de Zeev Haimovic, defesa do Hapoel

O jogo esteve longe de encantar. Disputado a um ritmo lento, foi muito pobre em criatividade, com as equipas a acusarem a falta de objectivos na Liga Europa, pois ambas apresentaram-se em Telavive eliminadas. Ainda assim, os israelitas foram eficazes, marcando na segunda e na terceira investidas aos domínios dos estudantes. A primeira tentativa, de livre directo, morreu nas mãos de Peiser, na 1.ª parte.

Já a equipa de Pedro Emanuel revelou-se o oposto, desperdiçando todas as oportunidades de que dispôs, e foram superiores em número às do adversário. Acabou por sofrer um golo construído de forma ilegal por Victor Mare, que tinha saltado do banco de suplentes após o intervalo – quando Vermouth o assistiu, depois de meter o defesa João Dias num bolso, encontrava-se claramente em fora--de-jogo, na pequena área.

Quanto ao segundo golo do Hapoel, não dá margem para discussão: centro na esquerda, toque na direita para a área e Hanan Maman mergulhou de cabeça para facturar.

Nas bancadas e na sala de imprensa, o jogo foi bem diferente, com os israelitas a insistirem na ideia de que o argelino Halliche não quis jogar por apoiar a causa palestiniana – apesar de Pedro Emanuel ter justificado a ausência com uma lesão.

A participação na segunda prova da UEFA rendeu 1,7 milhões de euros em prémios à Briosa: 1,3 milhões pela fase de grupos, mais 400 mil por uma vitória e dois empates.

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