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Correio da Manhã

Desporto
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Irmão de Amunike renasce em Setúbal

Aos 20 anos, Kevin Amuneke, avançado do Vitória de Setúbal, teve na jornada do fim-de-semana oportunidade de se estrear no campeonato português. Apesar de os sadinos não terem somado os três pontos frente à Académica – empate a um golo –, o atleta confessa ter-se sentido “muito feliz” pelo regresso à competição e espera muito em breve “começar a ajudar o Vitória a vencer”.
31 de Agosto de 2006 às 00:00
O nigeriano, que actuou no Benfica e no FC Porto entre os 13 e os 17 anos de idade, alinhou nas últimas duas épocas pelos suecos do Landskrona e optou por rumar ao Bonfim com um propósito. “Regressei a Portugal para recomeçar a minha carreira. O Vitória é o clube ideal para mim. A adaptação está a correr muito bem graças aos colegas e ao treinador, que são um espectáculo e me receberam de coração aberto”, assegurou o jovem internacional A da Nigéria.
O atleta, irmão de Emmanuel Amunike, ex-avançado do Sporting, e de Kingsley, que actua no Landskrona, explica que a influência dos irmãos foi “decisiva” para seguir a carreira de futebolista. No entanto, o vitoriano não quer ser conhecido como irmão de qualquer um deles. “Não quero que me vejam como irmão deles. Quero tornar-me um bom jogador e fazer o que mais gosto sem que me associem aos meus irmãos”, confidenciou ao CM, lembrando que é um “jogador que dá sempre tudo pela equipa”.
FAMÍLIA NUMEROSA
Proveniente de uma família numerosa – três irmãos e quatro irmãs –, o atacante sadino confessa que, apesar dos milhares de quilómetros que os separam, mantêm contacto permanente.
“Sempre que possível falo com eles. O Emmanuel [Amunike] está neste momento a treinar uma equipa da II Divisão B espanhola, em Santander, e o Kingsley, que jogou comigo na última época no Landskrona, continua na Suécia”, explicou o jovem, que adora música R & B e admira o futebol de Maradona e Henry.
Amuneke, que não pôde alinhar na final da Supertaça com o FC Porto devido à ausência do certificado internacional, lamenta não ter podido dar o contributo ao Vitória nessa partida. “Gostava muito de ter jogado. Tenho de ter paciência porque vamos jogar pelo menos duas vezes com o FC Porto, e aí espero ajudar o Vitória”, confidenciou o atleta, que nutre um sentimento especial pelos ‘dragões’.
Kevin Amuneke, que costuma comemorar os golos que marca com um salto mortal, estreou-se na selecção A nigeriana em 2005 frente ao Ruanda, com apenas 19 anos. O jogador espera “fazer um bom campeonato no Vitória para poder somar mais internacionalizações” às quatro que já contabiliza.
PERFIL
Kevin Onyekachi Amuneke nasceu na Nigéria a 10 de Maio de 1986 e é o mais novo de oito irmãos. Dos quatro rapazes da prole Amuneke, três seguiram a carreira de futebolistas e tornaram-se internacionais pela selecção nigeriana (Emmanuel, Kingsley e, mais recentemente, Kevin). Antes de rumar a Portugal para representar o Benfica e, posteriormente, o FC Porto, o avançado do Vitória de Setúbal actuou no Soccer Warriors até aos 12 anos.
Aos 18, Amuneke, que em 2005 teve a primeira internacionalização A pelo seu país, rumou à Suécia para vestir por dois anos a camisola do Landskrona da I Divisão. Na segunda--feira estreou-se, frente à Académica, com a camisola do Vitória de Setúbal, clube com o qual tem três anos de contrato.
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