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Correio da Manhã

Desporto
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Jorge Jesus interrogado hoje no DIAP

Treinador do Benfica vai ser ouvido a propósito dos incidentes após o jogo contra o Vitória de Guimarães, a 22 de setembro.
17 de Novembro de 2013 às 18:19
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Jorge Jesus, Benfica, Guimarães, incidentes, inquérito, DIAP, FOTO: Pedro Ferreira

O treinador da equipa de futebol do Benfica, Jorge Jesus, vai ser interrogado esta segunda-feira pelo Departamento de Investigação e Ação Penal (DIAP) de Lisboa, como arguido no inquérito aos incidentes no final do jogo com o Vitória de Guimarães.

Uma fonte judicial adiantou, este domingo, à agência Lusa que o interrogatório de Jorge Jesus resulta de uma carta precatória enviada para Lisboa pelo Tribunal de Guimarães, onde o inquérito corre na 2.ª secção do Ministério Público (MP). Jorge Jesus será ouvido no DIAP de Lisboa às 10h00.

A carta precatória é um instrumento utilizado pela Justiça quando existem pessoas de um mesmo processo em comarcas diferentes, sendo basicamente um pedido que um juiz envia a outro de outra comarca para a realização de uma diligência processual, porque o arguido ou testemunha está fora do território de jurisdição do tribunal competente para julgar o caso.

O MP terá arrolado como testemunhas no inquérito polícias que prestavam serviço no Estádio D. Afonso Henriques, em Guimarães, a 22 de setembro, e que são os queixosos no processo.

Pelo seu comportamento no final do desafio, Jorge Jesus pode responder pelos eventuais crimes de resistência e desobediência à autoridade pública (punido com pena de prisão até cinco anos) e ofensa à integridade física dos agentes policiais. O arguido não tem quaisquer antecedentes criminais.

No final do jogo com o Vitória de Guimarães, da 5.ª jornada da I Liga, Jorge Jesus intrometeu-se numa ação da polícia que tentava travar adeptos benfiquistas que invadiram o relvado para celebrar a vitória do Benfica, por 1-0.

Os factos foram transmitidos em direto pela Sport TV e em deferido, e repetidamente, pelos principais canais televisivos.

Juristas ouvidos pela agência Lusa entendem que quando os factos em causa no inquérito-crime foram transmitidos em direto, passando nesse momento a serem do domínio público, o segredo de justiça nesta fase processual não faz muito sentido, embora persista na lei.

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