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Correio da Manhã

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“Juíza conhece regras do jogo”

O Ministério Público pediu ontem no Tribunal da Relação do Porto a condenação da juíza Amália Morgado, acusada de difamação agravada a Teresa Morais, procuradora do DIAP, após uma entrevista a um jornal em 2007. Na peça, a antiga juíza-presidente do Tribunal de Instrução Criminal (TIC) do Porto dá conta de suspeitas de corrupção na Justiça, citando um caso do ‘Apito’, resultante do livro ‘Eu, Carolina’.

17 de Junho de 2009 às 00:30
Amália Morgado (na foto) defende que nunca quis denegrir procuradora
Amália Morgado (na foto) defende que nunca quis denegrir procuradora

Defendem o MP e a assistente Teresa Morais que tal exemplo chegou para atentar à honra da magistrada que titulava os processos ‘caídos’ do livro de Carolina Salgado. "A juíza conhece as regras do jogo. Toda a gente percebeu que Teresa Morais foi visada, de forma velada", disse Paulo Pimenta, advogado da procuradora, que pede 30 mil euros de indemnização.

"Mal a notícia foi publicada, percebeu-se de quem se falava", acrescentou Clara Ribeiro, representante do MP que quer Amália condenada por um crime que pode chegar aos três anos de prisão.

A antiga juíza-presidente do TIC voltou a defender que apenas apontou irregularidades na acção do MP e que não visava Teresa Morais na entrevista, mas sim, quando muito, o coordenador dos procuradores no TIC, José Carlos Zenha.

"Quiseram provar aqui que a juíza fez, matou, esfolou", ironizou o defensor de Amália Morgado, sublinhado pela própria juíza: "Nunca quis denegrir a procurador."

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