Barra Cofina

Correio da Manhã

Desporto
7

Julgamento de José Veiga e João Pinto começa segunda-feira

O julgamento de José Veiga e de João Vieira Pinto, acusados dos crimes de fraude fiscal e branqueamento de capitais, inicia-se na segunda-feira, na 6.ª Vara do Tribunal Criminal, no Campus da Justiça de Lisboa.
21 de Janeiro de 2012 às 13:42
Ficou provado que a Goodstone detinha os direitos desportivos de João Pinto e que José Veiga tinha poderes de representação da sociedade, sediada num paraíso fiscal
Ficou provado que a Goodstone detinha os direitos desportivos de João Pinto e que José Veiga tinha poderes de representação da sociedade, sediada num paraíso fiscal FOTO: Tiago Sousa Dias

A primeira audiência do julgamento do antigo agente FIFA e do ex-futebolista, em que também foram indiciados Luís Duque e Rui Meireles, presidente e administrador da SAD do Sportimg na altura dos factos, está programada para as 09h15. 

Em causa está um alegado esquema de fraude fiscal na transferência do futebolista João Vieira Pinto do Benfica para o Sporting, em Julho de 2000. 

A Polícia Judiciária (PJ) teve acesso a documentos emitidos pela sociedade Goodstone, referentes a um pagamento de prémio de assinatura de contrato, no valor de 3,4 milhões de euros.  

Ficou provado que a Goodstone detinha os direitos desportivos de João Pinto e que José Veiga tinha poderes de representação da sociedade, sediada num paraíso fiscal.  

A investigação do DIAP e da Unidade Nacional de Combate à Corrupção da PJ foi iniciada em 2005 e José Veiga foi detido a 20 de Novembro de 2006, na sua residência em Cascais, para ser ouvido no Tribunal de Instrução Criminal (TIC) de Lisboa.  

O ex-director geral do Benfica, de 2004 a 2006, terá participado na transferência de João Pinto dos "encarnados" para o Sporting, consumada na madrugada de 1 para 2 de Julho de 2000. 

Em meados de Janeiro de 2011, o Ministério Público proferiu acusação a José Veiga, João Pinto, Luís Duque e Rui Meireles pelos crimes de fraude fiscal e branqueamento de capitais.  

A acusação refere que o prémio de assinatura de transferência do jogador, no valor de cerca de 3,4 milhões de euros, foi omitido no contrato, lesando o Estado no valor correspondente ao imposto por cobrar.   

O Ministério Público deduziu pedido de indemnização cível no valor total de 678.490,23 euros.  

josé veiga joão vieira pinto fraude fiscal julgamento lisboa diap sporting fifa
Ver comentários