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Correio da Manhã

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KELLI WHITE SUSPENSA E FORÇADA A ENTREGAR MEDALHAS

A velocista norte-americana Kelli White foi castigada com uma suspensão de dois anos e forçada a entregar medalhas de ouro após ter admitido o consumo de substâncias dopantes não detectáveis.
19 de Maio de 2004 às 19:22
Kelli White testou positivo ao estimulante modafinil durante um despiste feito nos campeonatos mundiais de atletismo em Paris, em Agosto do ano passado. Perante a agência norte-americana ant-dopping USADA, a atleta não só admitiu culpa como tomou a iniciativa de revelar que consumiu outras substâncias dopantes que não são detectadas nas análises feitas actualmente aos desportistas, nomeadamente esteróides e o estimulante sanguíneo EPO.
Esta confissão valeu-lhe a pena mínima de dois anos de suspensão, a começar na passada segunda-feira, e a anulação de todos os resultados por si obtidos desde 15 de Dezembro de 2000.
Significa isto que White não irá participar nos Jogos Olímpicos em Atenas (Agosto próximo) e será forçada a entregar as medalhas de ouro conquistadas nos campeonatos nacionais dos EUA (100m) e nos Mundias de Paris (100m e 200m) do ano passado. Torri Edwards passa a ser a campeã norte-americana e mundial dos 100m e a russa Anastasia Kapachinskaya é a nova campeã mundial dos 200m.
Mais que o castigo e a confissão de culpa, o que surpreendeu na postura de White perante a acusação foi o facto de ter admitido o consumo de substâncias dopantes que nunca foram detectadas. Esta atitude poderá ser útil a futuras acções desencadeadas pela USADA, numa altura em que o atletismo norte-americano está sob fortes suspeitas de dopagem generalizada. As suspeitas derivam do caso dos laboratórios BALCO, que envolve a mais famosa atleta norte-americana, Marion Jones.
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