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Correio da Manhã

Desporto
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LEÃO CINZENTO COMO O TEMPO

O Sporting voltou a decepcionar. O empate ante o Beira-Mar (1-1) marca o regresso da equipa ‘leonina’ às exibições desinspiradas, cinzentas e tristes, bem à imagem de um dia chuvoso que enervou Alvalade. E a desilusão até poderia ter sido maior...
26 de Abril de 2003 às 00:00
Bölöni, desta feita, apenas alterou a estrutura por condicionalismos que não poderia ultrapassar. A gripe de João Pinto obrigou-o a soltar Sá Pinto para terrenos mais adiantados, conferindo-lhe o papel de apoiar directamente Kutuzov, no ataque. No ‘miolo’, para suprimir o adiantamento de Sá Pinto, coube a Toñito a missão de coadjuvar Paulo Bento. Só que, mesmo considerando a maior pressão nos primeiros 45’, nunca o Sporting revelou eficácia para transpor a defesa aveirense. Previsível, o futebol ‘leonino’ vivia do empenho de alguns e dos rasgos individuais de outros. Pouco, muito pouco para quem tinha de desequilibrar e confirmar as últimas indicações.
Consciente da importância do confronto, o Beira-Mar, a lutar desesperadamente pela manutenção, armou-se para jogar em contra-ataque e, depois de aguentar o ímpeto – fugaz diga-se – dos ‘leões’, começou a estender o seu futebol para terrenos mais próximos da área de Nélson. Chegou-se ao intervalo com o nulo no marcador, mas a abrir a segunda metade, aos 47’, Fary, após defesa incompleta de Nélson, a remate de Ricardo Sousa, abalou Alvalade ao inaugurar o marcador. Num ápice, esqueceu-se a boa prestação ‘leonina’ na Madeira e as garantias então dadas por Bölöni, convicto da melhoria das peças do seu ‘puzzle’.
Exigia-se uma resposta do Sporting e de Bölöni, que por essa altura já havia ‘reintegrado’ Jardel em terreno de jogo, mas foi preciso esperar por uma grande penalidade, a castigar derrube a Rui Jorge, para ‘SuperMário’, aos 60’, empatar a partida. Mas Bölöni tinha de ganhar, até para calar a contestação e fundamentar as suas convicções, e decidiu trocar Quaresma por Pedro Barbosa – cumpriu ontem o jogo 200 pelo Sporting - para o ataque final à baliza ‘auri-negra’, desviando Toñito para flanqueador. Era o último fôlego...
Só que pouco mudou para melhor. Sucediam-se os cruzamentos à procura de Jardel numa tentativa desinspirada de chegar ao golo, que acabaria por não acontecer. Ronaldo, Jardel e Toñito não acertaram na baliza mas os aveirenses, sempre perigosos, não mereciam sair derrotados de Alvalade.
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