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Correio da Manhã

Desporto
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Liga exige rapidez ao CJ

O presidente da Liga, Mário Figueiredo, pediu ontem "urgência" ao Conselho de Justiça (CJ) da Federação Portuguesa de Futebol (FPF) no processo que está a analisar e que pode inviabilizar o alargamento, com liguilha, já na próxima época. O dirigente sublinhou que o alargamento implica um play-off, ainda em Maio, com quatro equipas – as duas últimas da Liga e ainda o 3º e o 4º da Honra, em que são apuradas duas equipas –, que "exige cinco ou seis dias de intervalo entre os jogos".

13 de Maio de 2012 às 01:00
Mário Figueiredo esteve na AG da Federação
Mário Figueiredo esteve na AG da Federação FOTO: Fernando Ferreira

Em causa está o facto de o CJ ter dado efeito suspensivo à impugnação apresentada pelo FC Porto na assembleia geral da Liga, que, por maioria, determinou ampliar o escalão principal do futebol português de 16 para 18 clubes em 2012/13. Ao tomar essa medida, a justiça da FPF praticamente inviabilizou o alargamento já na próxima época, pois costuma levar vários meses a apreciar situações semelhantes, caso das impugnações. A Liga, como o CM noticiou ontem, reclamou e pediu que o efeito suspensivo fosse retirado. E é em relação à reclamação, para o plenário do CJ, da decisão tomada pelo conselheiro Jorge Lopes de Sousa (efeito suspensivo) que Figueiredo exige rapidez.

Na reclamação que enviou para o CJ, a Liga frisa que o FC Porto não tem legitimidade para requerer o efeito suspensivo pois não está em risco de descer de divisão nem é um dos clubes envolvidos na liguilha. "A ideia do alargamento será negociada nas próximas semanas entre a Liga e a Federação, no recato dos gabinetes", disse Mário Figueiredo, à margem da assembleia geral da FPF realizada ontem em Lisboa.

CENSURA CHUMBADA

A assembleia geral (AG) da FPF chumbou ontem (73 contra e uma abstenção) um voto de censura a Fernando Gomes. O requerimento de cinco delegados (quatro recuaram e um não esteve na reunião) acusava o dirigente de ter uma "conduta inaceitável" por discordar do alargamento. Na AG foi ainda decidido, por maioria (55 a favor, 15 contra e 4 abstenções), atribuir a Gilberto Madaíl a presidência honorária da FPF.

MÁRIO FIGUEIREDO FUTEBOL FPF CONSELHO DE JUSTIÇA LIGA
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