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Correio da Manhã

Desporto
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LOEB LIDERA RALI DE MONTE CARLO

O francês Sebastien Loeb (Citroen Xsara) assumiu o comando do Rali de Monte Carlo, beneficiando de um despiste do campeão Marcus Gronholm (Peugeot 206), numa altura em que este estava bastante pressionado pelo então segundo classificado. Ao segundo dia da prova inaugural do mundial de ralis, a Citroen ‘roubou’ o pódio à Peugeot, campeã do mundo de construtores.
25 de Janeiro de 2003 às 16:25
Gronholm terminou o primeiro dia, sexta-feira, no comando da prova, mas com visíveis dificuldades num piso gelado que não é do seu agrado. Pelo contrário, os troços de Monte Carlo parece serem feitos à medida de Loeb, que surpreendeu no ano passado ao vencer este rali, um triunfo que acabaria por lhe ser retirado, penalizado devido a uma troca ilegal de pneus.

Sebastien Loeb iniciou a segunda etapa, hoje, absolutamente ao ataque, reduzindo a desvantagem para Gronholm a cada ‘especial’. Na ‘especial’ nove, quando apenas 12,8 segundos separavam o primeiro do segundo, Gronholm parece ter sido vítima da pressão colocada pelo francês. O finlandês perdeu o controlo do seu carro e não conseguiu evitar uma violenta colisão. A agência Reuters noticia que o Peugeot 206 do campeão do mundo embateu numa árvore. O ‘site’ rally.racing-live.com indica que o veículo embateu numa pedra.

Seja qual for o ‘alvo’ da colisão, Gronholm perdeu mais de meia-hora. O finlandês tentou a recuperação na ‘especial’ dez, último troço do dia, mas chegou 12 minutos atrasado à linha de partida, devido a prolongada assistência técnica, e foi penalizado em dois minutos.

O campeão terminou a segunda etapa na 13ª posição da classificação do rali, mantendo-se em prova apenas para recolher pontos a favor da Peugeot, para o campeonato de construtores. Pontuam para esse efeito os primeiros oito classificados, sendo que os cinco que estão à frente de Gronholm não pontuam para esse campeonato. A Peugeot teve azar neste rali, onde Gilles Panizzi, apontado como favorito, abandonou, na oitava especial (hoje), por não se sentir bem de saúde. Ele estava bastante atrasado na tabela classificativa.

O rali está já marcado por duras críticas dirigidas pelos pilotos à organização. O motivo prende-se com o excesso de público e carros mal estacionados nas bermas dos troços por onde passa o rali. Por esta razão, a primeira especial do dia, a sétima do rali, foi cancelada. E o mais grave é que este é um problema recorrente. O troço da sétima especial era o mesmo do da nona, mas essa ‘especial’ decorreu sem problemas.

Outro contratempo para a organização foi o incêndio de um automóvel privado no túnel de uma auto-estrada. Este acidente impediu que metade dos concorrentes disputasse as duas últimas especiais de hoje, sendo-lhes atribuídos tempos médios.

Ao final da etapa dois, o rali tem três carros Citroen nos três primeiros lugares. Sebastien Loeb lidera, com 1m07s9 de vantagem sobre Colin McRae. O terceiro é Carlos Sainz, com 1m45s de atraso em relação ao líder.

O rali termina no domingo, dia em que se disputa a terceira etapa, com quatro especiais e um total de 104,2 quilómetros cronometrados.
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