Barra Cofina

Correio da Manhã

Desporto
8

LUXO ASIÁTICO

As famílias reais da Jordânia e da Arábia Saudita são notícia permanente, uma pelo ‘glamour’, outra pelo dinheiro e pelo desperdício. No Japão, o Imperador já não é divino mas continua a ser adorado.
28 de Novembro de 2002 às 18:40
A morte de Diana, em 1997, deixou um vazio difícil de preencher. Há cinco anos que a Imprensa europeia não desiste de procurar uma mulher semelhante à “princesa do povo”. O Velho Continente foi passado a pente fino, mas a candidata com o perfil mais indicado surgiu num local pouco provável: o Médio Oriente. Rania, a jovem rainha da Jordânia, saltou então para as primeiras páginas da Imprensa cor-de-rosa. Com a morte do Rei Hussein, em 1999, a mulher do rei Abdullah II ascendeu à primeira linha da realeza jordana. Lindíssima e impecavelmente vestida, representa, aos 32 anos, a nova mulher árabe, fiel às tradições culturais mas já algo independente.

Escolhida para Embaixadora da ONU, ela está agora em campanha contra as minas pessoais, uma das últimas causas de Diana. Com o marido e os três filhos, forma uma família exemplar para as monarquias mundiais. A oposição não lhe perdoa os luxos, mas os súbditos não resistem à sua elegância. E o mesmo se passa com o Ocidente, que já lhe atribuiu o título de “nova Diana”. Mas no Médio Oriente há outro país bem conhecido pela sua família real. Desde 1932 que os al-Saud reinam na Arábia Saudita, defendendo a interpretação literal do Corão.

À custa de muito dinheiro (proveniente do petróleo) e da religião (controlam os lugares sagrados do país) a família tem sabido derrotar os inimigos e manter-se no poder. Actualmente é o príncipe-herdeiro Abdullah que rege a Arábia Saudita, depois de o rei Fahd se ter afastado devido a problemas de saúde. Mas Fahd voltou já este ano às primeiras páginas dos jornais, quando decidiu passar umas férias em Marbella, Espanha. Com uma comitiva de quatro mil pessoas, gastou, diariamente, mais de cinco milhões de euros (um milhão de contos) em restaurantes, lojas e hotéis. No Japão, após a derrota na II Guerra Mundial, os aliados impuseram mudanças na constituição política do país, como a alteração do estatuto do Imperador Hirohito (falecido em 1989), que deixou de ser “divino”.

Aos poucos, o Imperador e a família abandonaram os muros do palácio e começaram a conviver com os súbditos. Desde 1989 que Akihito está à frente da nação. É casado com Shoda Michiko, filha de um industrial, que conheceu durante uma partida de ténis e por quem se apaixonou de imediato. Uma história que ajudou o Japão a erguer a cabeça e, por isso, a família imperial continua a ser querida por todos. Pai de três filhos, foi com alegria que o casal viu o príncipe Naruhito, de 42 anos e futuro herdeiro, dar o nó, a 9 de Junho de 1993, com a princesa Masako. Em Dezembro de 2001, esta concretizou o sonho de ser mãe, quando nasceu a pequena princesa Aiko. O Japão anseia agora pela chegada de um filho varão, que um dia vai comandar a nação.

Massacre no Nepal

Foi o último grande regicídio e aconteceu na Ásia, em 2001. Segundo as previsões astrológicas, o filho mais velho do Rei do Nepal, Birendra, o príncipe Dipendra, não deveria casar-se antes dos 35 anos. Depois de uma discussão com a família, que se opunha às intenções de antecipar o seu casamento, Dipendra entrou no palácio de Narayanhiti com uma arma e matou nove familiares (incluindo o pai, a mãe e os irmãos). Em seguida, suicidou-se.
Ver comentários