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Correio da Manhã

Desporto
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Madaíl exige vitória no Europeu

Gilberto Madaíl apontou ontem a conquista do Campeonato da Europa de 2008 como o objectivo da selecção nacional para a competição que se realiza entre 7 e 29 de Junho na Áustria e na Suíça.
23 de Novembro de 2007 às 00:00
Scolari viajou ontem para o Brasil e domingo estará em Durban no sorteio do Mundial’2014
Scolari viajou ontem para o Brasil e domingo estará em Durban no sorteio do Mundial’2014 FOTO: Estela Silva/Lusa
No rescaldo do empate (0-0) com a Finlândia de anteontem que apurou Portugal para o Euro’2008, o líder federativo não se mostrou preocupado com uma nova tentativa inglesa para contratar o seleccionador nacional e colocou a fasquia bem alta para o Europeu.
“O senhor Scolari tem contrato até 31 de Julho. Não estou nada preocupado com isso. Estive até agora preocupado com a qualificação, sofrida, é certo, num grupo muito complicado, e agora só penso em chegar o mais longe possível, ao pódio máximo, e corrigir a anomalia de Lisboa”, disse à Lusa, numa referência à derrota com a Grécia na final do Euro’2004.
Escusando-se a comentar o abandono da conferência de Imprensa por parte de Scolari, Madaíl fez questão de apelar à paz. “Aconselho toda a gente a ter calma. Estamos a entrar na época do Natal, da paz e da tranquilidade. Todos temos as nossas cicatrizes e temos de aprender a viver com elas”, disse, garantindo que “existe grande empatia dos portugueses para com a Selecção e a equipa técnica”.
O QUE IRRITOU SCOLARI
Mas afinal, quais foram as perguntas que irritaram Scolari? Das seis questões colocadas na conferência, o técnico reagiu mal a quatro, que foram as seguintes. 1.ª pergunta: “Era preciso sofrer tanto para conseguir o apuramento?”. 2.ª: “Mas não acha que devíamos ter passado com outro brilhantismo?”. 3.ª: “Sente-se desiludido por ter ficado em segundo?”. 4.ª: “Foram os 90 minutos mais sofridos da sua carreira?”. Esta última questão fez Scolari levantar-se e ir embora. O seleccionador regressou depois a Lisboa no autocarro da FPF, com a restante comitiva mas sem os jogadores. O ambiente foi de alegria e numa paragem na Mealhada Scolari foi ovacionado por populares presentes. O técnico seguiu ontem para o Brasil e domingo estará em Durban, África do Sul, para o sorteio da fase de qualificação para o Mundial de 2014, que se realiza naquele país.
APONTAMENTOS
DURÃO NÃO DORME
Durão Barroso, presidente da Comissão Europeia, está em Singapura numa cimeira e confessou que não dormiu para ver a Selecção: “Vi o jogo sozinho e festejei sozinho”, disse.
FELICITAÇÕES
O primeiro-ministro José Sócrates, também em Singapura, felicitou a Selecção. Aníbal Cavaco Silva, Presidente da República, enviou uma mensagem de felicitações.
FIGO NÃO VOLTA
Luís Figo garantiu que não regressa à Selecção: “Agradeço a todos os que manifestaram vontade de me ter de volta, mas a decisão que tomei é para manter”.
REACÇÕES
"FUNDAMENTAL FOI A QUALIFICAÇÃO": Artur Jorge | Ex-seleccionador
Fundamental foi a qualificação, ela apareceu e toda gente está contente. Não é possível jogarmos sempre bem. Houve muitos jogadores lesionados e isso correu um pouco contra o seleccionador. O que importa é que existe equipa e jogadores e agora ter calma para fazer uma Selecção boa para a fase final”.
"ESTOU DO LADO DE SCOLARI": Hélder | Ex-jogador da Selecção
“Ponto 1: O objectivo foi conseguido. Ponto 2: Devemos estar gratos a Scolari. Ponto 3: Temos uma Selecção capaz de dar muitas alegrias. Devemos estar todos orgulhosos. Prefiro atingir o objectivo não jogando tão bem do que jogar muito bem e perder. Ponho-me do lado de Scolari”.
"NÃO PERCEBO TANTO ALARIDO": Manuel José | Treinador
“Eu preferia que o apuramento tivesse sido conseguido com mais brilhantismo, mas no futebol o mais importante são os resultados. É natural que neste jogo Scolari tivesse sido mais conservador. Se jogasse de peito aberto e perdesse toda a gente o criticaria. Não percebo tanto alarido”.
"ATINGIU OBJECTIVO SEM BRILHANTISMO": Rui Águas | Ex-jogador da Selecção“Atingiu-se o objectivo, mas sem brilhantismo. Também há mais exigência agora. Há duas ondas: a da empatia e da bandeira; e a da descrença e falta de confiança. Isto é bem português. Scolari tem um trajecto vitorioso, mas por ser longo já cria cansaço em relação aos media”.
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