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Correio da Manhã

Desporto
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Metas alcançadas

No rescaldo da 16.ª edição do Estoril Open, no aspecto competitivo, o excelente naipe de jogadores reunidos proporcionou a consagração de dois campeões bem distintos e com grande interesse mediático.
3 de Maio de 2005 às 00:00
No sector masculino, Gaston Gaudio fez jus ao seu estatuto de número cinco mundial numa das mais cotadas finais de sempre (Tommy Robredo é 15º) e tornou-se no sexto campeão de Roland Garros a vencer no Jamor. Numa conjuntura mais global, o facto de Gáudio ser o quarto finalista argentino consecutivo no torneio e o terceiro campeão das ‘Pampas’ nos últimos quatro anos é um indicador de que a Argentina substituiu definitivamente a Espanha no palmarés do Estoril Open.
Na vertente feminina, sagrou-se vencedora uma bonita e promissora jogadora que promete dar muito que falar no futuro: oriunda da qualificação e inspirada pelos românticos passeios no Jamor com o seu namorado Tomas Berdych (que perdeu na primeira ronda), a jovem checa Lucie Safarova não sucumbiu à ‘febre amarela’ (depois do título de pares para Ting Li e Tian Tian Sun, Na Li era favorita para a final) e está agora às portas do top 100. Curiosamente, também Gaudio beneficiou muito dos efeitos do amor: a presença constante de Marcela ao seu lado tornou-o mais calmo e seguro de si.
De resto, e apesar de o número total de entradas ficar atrás da memorável edição de 1999 (37 695 contra 41 580), pode dizer-se que o Estoril Open de 2005 foi o melhor de sempre: o novo ‘lay-out’ do recinto e expansão geográfica do complexo permitiram à organização proporcionar novas alternativas de entretenimento para o público no local. O salto qualitativo pode cimentar-se com infra-estruturas definitivas. Na próxima semana, o director do torneio, João lagos, e o secretário de Estado do Desporto, Laurentino Dias, vão discutir esse tema.
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