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Correio da Manhã

Desporto
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MIGUEL CAMPOS RECUPERA

O finlandês Marcus Grönholm, em Peugeot 307 WRC, manteve o comando no Rali do Chipre no final de segunda etapa, disputada este sábado, mas na segunda posição está agora o francês Sébastien Loeb, em Citroën Xsara WRC, a 22,2 segundos. O português Miguel Campos, já sem os problemas que o afligiram na etapa de sexta-feira, recuperou este sábado dez lugares na classificação geral.
15 de Maio de 2004 às 18:47
O também finlandês Harri Rivanperä, que no final do primeiro dia desta quinta prova do Mundial de Ralis ocupava a segunda posição, é que teve problemas com a caixa de velocidades do seu Peugeot 307 WRC (ficou sem segunda) e caiu para a quinta posição.
Quanto ao português Miguel Campos, que no véspera se debateu com problemas de suspensão no seu Peugeot 206 WRC, hoje foi o primeiro a ir para estrada, por força da regulamentação do Campeonato do Mundo, e conseguiu uma espectacular recuperação, subindo dez lugares na tabela classificativa, chegando ao fim do dia em 12º, isto com apenas três desistências à sua frente.
Para Miguel Campos, o facto de ser o primeiro na estrada na etapa de hoje teve duas leituras distintas. Por um lado foi o privilégio de numa prova do Campeonato do Mundo ter sido o primeiro na estrada, mas outro viu-se em desvantagem porque lhe coube a ingrata tarefa de ter que ‘limpar’ os troços na primeira passagem pelas três classificativas da etapa.
“Ser o primeiro piloto na estrada num rali do Campeonato do Mundo é algo muito especial, mas se em termos de notoriedade podemos tirar alguns dividendos, desportivamente é uma prenda envenenada, porque os troços ainda não estão marcados e encontram-se bastante escorregadios”, salientou o piloto da Peugeot Total Silver Team SG.
No entanto, não deixou de manifestar a sua satisfação por ao longo da etapa ter conseguido entrar várias vezes no ‘top ten’ da classificação, além de ter melhorado significativamente os tempos da primeira para a segunda passagem nas especiais.
Um balanço muito positivo num dia que correu pelo melhor ao piloto português, que na 11ª especial acabou por ser o primeiro da classificação, já que o troço foi neutralizado após a passagem de apenas dois pilotos – Miguel Campos e Alistair Ginley --, com o argumento de haver muito público, ao contrário do que se dizia à boca cheia.
Quanto á prova em si, Marcus Grönholm soube segurar o comando, apesar de não ter ganho nenhum troço, mas já o seu companheiro de equipa, Harri Rovanperä, que na véspera terminara em segundo, debateu-se com problemas de caixa de velocidades no seu Peugeot 307 WRC e terminou na quinta posição. Além de Sébastien Loeb, beneficiaram também desse precalço tanto o estónio Markko Märtin ( Ford Focus RS WRC), como o espanhol Carlos Sainz (Citroën Xsara WRC), que subiram assim um luggar na tabela classificativa.
Amanhã (domingo), disputa-se a terceira e última etapa, com as derradeiras seis classificativas correspondentes a duas passagens por três troços.
CLASSIFICAÇÃO
1º Marcus Grönholm (Peugeot 307 WRC), 3h 33m 02s
2º Sébastien Loeb (Citroën Xsara ERC), a 22,9s
3º Markko Märtin (Ford Focus RS WRC), a 33,6s
4º Carlos Sainz (Citroën Xsara WRC), a 1m 20,3s
5º Harri Rovanperä (Peugeot 307 WRC), a 2m 06,0s

12º Miguel Campos (Peugeot 206 WRC), a 33m 48,3 s
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