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Correio da Manhã

Desporto

MÖLLER E JEKER DESAFIAM A VERDADEIRA MONTANHA

Depois da merecida pausa de ontem, a “Vuelta” prossegue hoje a rumo ao Norte de Espanha, com a verdadeira montanha a fazer a sua aparição nos próximos dias.
17 de Setembro de 2002 às 21:22
Um escasso segundo separa o líder Óscar Sevilla do 2.º classificado, o seu colega da Kelme, Aitor Gonzalez, situação ditada pelo contra-relógio de Córdova, onde Klaus Möller obteve um excelente 8.º lugar, e em que a equipa portuguesa Milaneza MSS consolidou o 4.º lugar na tabela colectiva, a culminar uma prestação de alto nível.

Apesar das subidas da Sierra Nevada e da Pandera terem afastado da luta vários candidatos, os corredores da Maia que ‘sobreviveram’, àquelas montanhas, Möller, Jeker e Rui Sousa, têm vindo a conseguir excelentes actuações, mas nas próximas etapas as dificuldades vão redobrar.

No que toca à actuação de José Azevedo, chega a esta altura com meia-hora de atraso, mas é preciso não esquecer que foi uma das inúmeras ‘vítimas’ do vento que fraccionou o pelotão a caminho da subida da Pandera. A ONCE teve um início de corrida deveras prometedor, liderando colectivamente até Córdova, mas no contra-relógio individual foi destronada pela Kelme. Mas tem razão José Azevedo quando diz que a sua equipa não está a realizar uma má ‘Vuelta’, pois conta com três corredores nos dez primeiros.

A etapa de hoje, com 166,1 Km, de Alcobendas para Collado Villalba, tem três montanhas, duas das quais de 1.ª categoria, em SanRafael e Navacerrada.

Zeferino satisfeito

Manuel Zeferino tem todas as razões para estar também satisfeito com a prestação individual dos seus corredores e confiante numa participação digna, sendo de destacar o facto de Angel Edo ter terminado nos dez primeiros em todas as etapas decididas ao ‘sprint’, e em particular o terceiro lugar de Fabián Jeker na etapa de Córdova.

Faz o seguinte balanço: “A nossa prestação pode considerar-se excelente, tendo em conta que temos três homens entre os 25 primeiros da geral e que somos quartos por equipas”.

E acrescenta: “A equipa tem correspondido inteiramente e deixa-me optimista para a segunda parte da corrida que, como até aqui vai ser muito difícil e onde podem surgir surpresas, quer nas etapas que se avizinham, quer quando chegarmos às Astúrias na alta montanha, quer na passagem por Salamanca. Espero que o azar não nos venha bater à porta para que a equipa continue em bom plano”.

Todos conscientes da missão cumprida

Tanto por parte da equipa da Milaneza/MSS, como de José Azevedo, o entendimento é o de que a sua missão tem sido cumprida.

Klaus Möller: ''Sinto-me bem e pronto para melhorar a minha classificação. Cheguei a pensar que o desgaste da Volta a Portugal se fizesse sentir, mas verifico que estou muito melhor que no ano passado.''

Fabian Jeker: “Não comecei muito bem, mas aos poucos tenho vindo a melhorar e vou fazer todos os possíveis para terminar nos dez primeiros.”

Rui Sousa: “Estou muito satisfeito com o que tenho feito. Fisicamente estou bem, mas custa-me um pouco estas montanhas a que não estou habituado e temo um pouco o Anglirú, mas estou mentalizado para chegar onde chegam os outros.”

José Azevedo: “A minha classificação não é a que eu tinha imaginado, mas quando o azar bateu à porta da equipa também me calhou a mim e não havia nada a fazer. Vou continuar a trabalhar para Beloki, que mantém as suas aspirações intactas. Confesso que senti o desgaste do ‘Tour’, tal como senti o desgaste do ‘Giro’ na Volta a Portugal do ano passado. Sou uma pessoa, não sou uma máquina.”
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