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Correio da Manhã

Desporto

MUNDIAL EM 2010 É NA ÁFRICA DO SUL

O Comité Executivo da FIFA escolheu este sábado a África do Sul como país anfitrião do campeonato do Mundo de futebol em 2010, sendo esta a estreia daquela prova no Continente Africano. A candidatura sul-africana, derrotada há quatro anos por um voto, impôs-se desta feita às propostas concorrentes apresentadas por Marrocos, Egipto, Tunísia e Líbia.
15 de Maio de 2004 às 16:22
Há quatro anos, a então candidatura da África do Sul para receber o Mundial em 2006 foi derrotada por um único voto, a favor da Alemanha, depois de o delegado da Oceania no Comité Executivo da FIFA, Charles Dempsey, ter ignorado as instruções que tinha para votar pela África do Sul. Nessa altura, o presidente da FIFA, Sepp Blatter, deixou bem claro que queria um Mundial de futebol em África e que essa devia ser a decisão para 2010. E assim foi.
A África do Sul, depois de organizar os mundiais de râguebi (1995) e de ‘cricket’ (2003), era o mais forte candidato na disputa pela recepção do Mundial de futebol em 2010... até porque há quatro anos perdeu por apenas um voto. A confiança na candidatura sul-africana era tal, que a delegação que hoje a representou no momento da decisão, em Zurique, integrava três Prémios Nobel – os antigos presidentes Nelson Mandela e Frederick de Klerk e o arcebispo Desmond Tutu – o presidente do país, Thabo Mbeki, e a ministra dos Negócios Estrangeiros, Nkosazana Dlamini-Zuma.
As probabilidades de vitória da candidatura sul-africana já haviam saído reforçadas nos relatórios emitidos no início do mês por inspectores da FIFA, que consideraram a proposta sul-africana como “excelente”, referindo-se às concorrentes como “muito boas”. Na altura foram também levantadas questões sobre as infra-estruturas marroquinas, apesar de este país apresentar a sua quarta candidatura a anfitrião da fase final dum Mundial de futebol.
Ontem, a Tunísia retirou a sua candidatura, após lhe ter sido recusada a opção de vir a organizar o Mundial 2010 em conjunto com a Líbia. A candidatura líbia enfrentou sempre grandes resistências, nomeadamente por parte do próprio Blatter, e acabou mesmo por ser eliminada, esta manhã, antes da votação. Assim, apresentaram-se a votos apenas três candidaturas, sendo que a África do Sul recolheu 14 votos, Marrocos 10 e Egipto zero.
O anúncio da decisão, ao final da manhã, desencadeou uma onda de euforia em toda a África do Sul, extensível aos representantes da candidatura presentes em Zurique. As primeiras palavras de Mandela, no entanto, foram dirigidas às candidaturas derrotadas, pedindo aos sul-africanos que mostrem dignidade nos festejos. Para quem um dia disse que o desporto tem a capacidade de mudar o Mundo, esta foi, certamente, uma grande vitória para Mandela.
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