Barra Cofina

Correio da Manhã

Desporto
7

Nada incrível sucedeu na ausência de Hulk

O FC Porto ultrapassou ontem com toda a normalidade mais uma etapa rumo ao título, averbando os três pontos com dois golos marcados na última meia hora, à semelhança do que acontecera em Olhão. Foi a décima vitória consecutiva, a sexta sem sofrer qualquer golo.
6 de Março de 2011 às 00:30
O vimaranense João Alves tenta desarmar o portista James Rodríguez
O vimaranense João Alves tenta desarmar o portista James Rodríguez FOTO: Miguel Vidal/Reuters

Apesar da ausência de Hulk, suspenso, nada de incrível aconteceu, por absoluta ineficácia da equipa do Vitória, que apenas procurou perder por poucos na visita ao líder - muito pouca ambição para um candidato ao 3º lugar.

O cerco táctico montado por Manuel Machado ao meio-campo portista, abdicando do ponta-de--lança Edgar em favor de uma solução ofensiva mais versátil, retirou profundidade à equipa de Villas-Boas e fez ressaltar, durante longos minutos, a falta de Hulk.

Só depois da saída de Belluschi, o FC Porto conseguiu intensificar o volume de jogo perto da baliza de Nilson, que ao longo de toda a primeira parte foi o melhor em campo, com intervenções de qualidade.

A meio do segundo tempo, por mérito de James Rodríguez, com um magnífico passe de rotura pelo meio da defesa minhota, o Porto chegou finalmente ao golo, com Falcão a finalizar com classe uma oportunidade rara. O 2-0 só chegou no final, num contra-ataque finalizado por Rodríguez.

No primeiro tempo, o Porto chegara a estar mais de 20 minutos sem rematar à baliza e só nos últimos minutos antes do intervalo criou algum perigo, tendo pertencido já ao goleador colombiano a melhor ocasião, de cabeça.

Mas se o FC Porto atacou pouco e mal, o Vitória nem isso. O técnico Manuel Machado tinha algumas limitações no plantel e apostou numa estratégia de surpresa, muito limitada no ataque e sempre correndo o risco de ser penalizada à mínima falha na defesa, como acabou por acontecer no lance decisivo.

JAMES TAMBÉM É INCRÍVEL

James - Veloz, causou dores de cabeça aos minhotos. Excelente a assistir Falcão no primeiro golo.

Helton - Respondeu com bravura e segurança aos remates do V. Guimarães.

Fucile - Melhor a subir do que a defender.

Rolando - A autoridade do costume, depois de algum desnorte nos minutos iniciais.

Maicon - O central não comprometeu no regresso à titularidade.

Álvaro Pereira - Meteu Jorge Ribeiro e João Ribeiro no bolso. Está de volta à sua melhor forma.

Fernando - Funcionou bem como elo de ligação entre a defesa e a linha da frente dos portistas.

Belluschi - Não foi a noite mais inspirada. Foi bem substituído.

João Moutinho - Desajeitado a rematar à baliza, foi uma sapa de serviço no primeiro tempo.

Varela - Exibição discreta e pálida.

Falcão - Abriu caminho à vitória com um bom remate cruzado. O golo foi o corolário de uma exibição esforçada.

Guarín - Deu mais fluidez às manobras do FC Porto no meio-campo.

Cristián Rodríguez - Um remate rasteiro perigoso e um golo. Exibição muito positiva.

Ruben Micael - Entrou com garra.

FICHA DE JOGO

LIGA - 22.ª Jornada

Estádio do Dragão - Assistência: 36 419

FICHA DE JOGO: Helton, Fucile, Rolando, Maicon, Álvaro Pereira, Fernando, João Moutinho, Belluschi (Guarín 54'), Varela (C. Rodríguez 65'), James (Ruben Micael 80'), Falcão.

Treinador: André Villas-Boas

V. GUIMARÃES: Nilson, Alex, Cléber Oliveira, N'Diaye, Bruno Teles, João Alves, Renan, Jorge Ribeiro (João Pedro 61'), João Ribeiro (Edgar 70'), Targino, Toscano (Rafa 62').

Treinador: Manuel Machado

Golos: 1-0 Falcão (67'), 2-0 C. Rodríguez (90' 2)

Árbitro: Jorge Sousa (Porto) 6

Disciplina: amarelos: Rolando (7'), Jorge Ribeiro (7'), João Ribeiro (45'), Rafa (64'), Alex (73'), João Alves (80'), N'Diaye (83' e 87'). VERMELHO: N'Diaye (87').

Classificação do jogo 6

FC PORTO VITÓRIA DE GUIMARÃES LIGA FUTEBOL CAMPEONATO
Ver comentários
Newsletter Diária Resumo das principais notícias do dia, de Portugal e do Mundo. (Enviada diariamente, às 9h e às 18h)