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Correio da Manhã

Desporto
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Não somos nenhuns palhaços

Sérgio Conceição está descontente com o tratamento que está a receber por parte de Scolari, seleccionador de Portugal. O internacional luso deixou de ser chamado após o célebre jogo com a Espanha (0-3), em Setembro de 2003, e ontem resolveu ‘abrir o livro’, criticando ‘Felipão’, à semelhança do que aconteceu na semana passada com João Pinto.
29 de Dezembro de 2005 às 00:00
Sérgio Conceição na Selecção
Sérgio Conceição na Selecção FOTO: Tiago Sousa Dias
“Scolari passa e a Selecção ficará. Por isso, penso que os responsáveis da Federação deveriam assumir outro papel sobre este tipo de actuação. Os jogadores deveriam ser mais respeitados. Não somos nenhuns palhaços! Estamos a falar de jogadores que representaram a Selecção desde as camadas jovens, por isso não podem ser tratados como lixo só porque isso interessa a determinadas pessoas”, disse o jogador do Standard à Renascença, queixando-se logo depois pelo facto de ninguém ligado à FPF se ter deslocado à Bélgica para assistir a um jogo.
“Nunca fui observado por nenhum responsável da Selecção. Vejo--os é em grande hotéis em Coimbra, a passarem grandes fins-de-semana. Mas isso é uma história que mais tarde vou contar, com mais pormenores”, referiu.
Afastado há mais de dois anos, Sérgio Conceição diz que ainda ninguém lhe explicou a verdadeira razão da sua exclusão. No entanto, já terá ouvido alguns rumores, embora não oficiais. “A seguir ao jogo com a Espanha foram três jogadores afastados [Meira, Maniche e Sérgio Conceição] e depois disseram-me que o seleccionador tinha tomado essa opção devido ao meu feitio e ao meu carácter. Nada mais ridículo”.
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