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Correio da Manhã

Desporto

Não sou favorito

Na véspera da Volta à França entrar na montanha José Azevedo recusa elevar a fasquia, mas diz que está “ao nível dos melhores”.
11 de Julho de 2006 às 00:00
Correio da Manhã – Que balanço faz da sua prestação no ‘Tour’ até ao momento?
José Azevedo – É cedo para fazer balanços, ainda não começou a montanha. No contra-relógio sabia que ia perder três ou quatro minutos. Mas é claro que alguns ciclistas aproveitaram para ganhar vantagem e isso pode vir a pesar.
– Mas o seu atraso e da sua equipa é recuperável na montanha...
– Penso que vamos recuperar. Mas nenhum ciclista da Discovery Channel disse que ia ganhar o ‘Tour’. O objectivo foi sempre meter ciclistas nos dez primeiros.
– A sua equipa continua sem ter um chefe-de-fila?
– Sim. Se quando entrarmos na parte final da corrida tivermos dois ou três nos dez primeiros vamos defender essas posições.
– Amanhã surge a primeira etapa de montanha. A estratégia já está definida?
- A estratégia é simples: tentar andar com os da frente.
– Tem noção de que as expectativas em relação à sua prestação no ‘Tour’ são altas depois do afastamento dos favoritos?
– Se são altas foi porque alguém as colocou, não eu. Nunca disse que ia ganhar e não sou favorito. Continuo a dizer que o objectivo é ficar nos dez primeiros. Até preferia que os favoritos cá estivessem... e o meu objectivo seria à mesma os dez primeiros. Já demonstrei o meu valor, estou ao nível dos melhores. Não é neste ‘Tour’ que vão testar o meu valor.
– Um português ganhar o ‘Tour’ seria uma espécie de vingança depois da derrota no Mundial...
– Não há nada a vingar. É em França, mas não há franceses na frente.
– Tem sentido apoio dos portugueses?
– Sim, no início das etapas muitos vêm falar comigo e nas estradas também há alguns.
PERFIL
José Azevedo, de 32 anos, já tem um lugar entre os melhores ciclistas portugueses de sempre. Sexto no Tour de 2002 e quinto em 2004, Azevedo já não tem de apoiar o heptacampeão Lance Armstrong. E o afastamento dos favoritos Jan Ullrich e Ivan Basso, por envolvimento no escândalo de ‘doping’ em Espanha, aumentou as possibilidades do português. O que Azevedo fizer amanhã na primeira etapa de montanha já deixará perceber se é possível sonhar com um triunfo ou pelo menos melhorar o 3.º lugar de Joaquim Agostinho.
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