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Nas asas de Cardozo a voar para Amsterdão

Sem desprimor para mais uma grande exibição de Matic, o Benfica voou ontem para a final de Amsterdão nas asas de Cardozo, que puxou os galões de primeira figura internacional da equipa, marcando os dois golos que fizeram a diferença sobre o Fenerbahçe.
3 de Maio de 2013 às 01:00
Volkan e Gonul ficam a olhar para a bola no golo de Gaitán (n.º 20), o 1.º do Benfica
Volkan e Gonul ficam a olhar para a bola no golo de Gaitán (n.º 20), o 1.º do Benfica FOTO: Paulo Calado

Depois de algumas exibições menos conseguidas e sinais preocupantes de perda de frescura física, inclusive na partida da 1ª mão, a equipa de Jesus deu uma excelente resposta em todos os sentidos: não apenas físico, mas sobretudo nos planos tático, da concentração e da objetividade. Jesus voltou a surpreender com a manutenção de André Almeida no flanco esquerdo, sentindo a ameaça de Kuyt, e voltou à dupla Cardozo-Lima que, nas provas europeias, só utilizara uma vez de início, na vitória sobre o Celtic. Exigia-se a melhor equipa e o treinador, desta vez não inventou, pois o paraguaio e o brasileiro constituem de facto uma das duplas de avançados mais eficazes da Europa.

A primeira parte foi disputada com enorme intensidade, com o Benfica a optar decididamente pelo ataque, sufocando o Fenerbahçe durante os primeiros 20 minutos. Gaitán abriu o marcador aos 9’, aparecendo no centro da área para culminar de primeira um passe atrasado de Lima, e tudo se encaminhava no melhor sentido, com Cardozo a dispor também de duas situações de finalização.

No entanto, o primeiro ataque turco, aparentemente inofensivo, foi altamente penalizador. Garay desequilibrou-se e ajeitou a bola com a mão, cometendo a segunda grande penalidade desta eliminatória, que o experiente Kuyt transformou sem apelo. Apenas 22’ de jogo e o espetro Anderlecht voltava a pairar na Luz.

A equipa acusou o empate, chegou a correr alguns perigos com as deambulações de Sow, mas Cardozo voltou a sacudir a partida, primeiro com um aviso e aos 35’ com um golo brilhante, na sequência de um livre e manteve Amsterdão na mira.

No recomeço, a mesma disposição, a mesma pressão, o mesmo Cardozo, mas a lesão de Gonul parou a dinâmica encarnada e permitiu aos turcos respirarem por alguns minutos, até aparecer de novo o paraguaio. Mais um golo da grande especialidade tática deste Benfica, os lançamentos laterais longos de Salvio, com Luisão a colocar a bola à frente de Cardozo, que não perdoou. A 25’ do fim, o Benfica assegurava a final de 15 de maio e vincava uma superioridade que se adivinhava, apesar do mau jogo realizado em Istambul.

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