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Correio da Manhã

Desporto
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Naufrágio na Luz

Derrota inesperada compromete aspirações das águias, num jogo em que Rui Vitória menosprezou o adversário a pensar no dérbi.
Mário Figueiredo 29 de Abril de 2018 às 01:30
Benfica-Tondela
Rui Vitória
Benfica-Tondela
Benfica-Tondela
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Benfica
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Rui Vitória
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Benfica
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Rui Vitória
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Benfica
O sonho do ‘penta’ virou um pesadelo, este sábado na Luz, depois de o Benfica sofrer uma dolorosa derrota frente ao Tondela, num jogo em que Rui Vitória não colocou a jogar os melhores.

O treinador do Benfica menosprezou o adversário, talvez a pensar no dérbi de sábado com o Sporting. Deixou Jardel e Fejsa de fora, alegadamente com problemas físicos, mas também em risco de falharem o jogo de Alvalade se vissem um cartão amarelo. Fez entrar Luisão e Samaris. Sem ritmo e sem a importância na equipa que os titulares têm.

A complicar as contas de Rui Vitória, esteve também a lesão de André Almeida. Já a vencer por 1-0, com um golo de Pizzi, após assistência de Rafa, optou por substituir o defesa. Entrou Douglas e o lado direito da defesa, com Luisão, tornou-se num passador. Nem nos seus piores pesadelos Luisão viveu uma noite como a de ontem. Sem ritmo e rotinas com Rúben Dias e Douglas. Uma perda de bola de Cervi resultou no golo de empate de Miguel Cardoso, jogador formado nas águias. Recebeu a bola de David Bruno e fez um chapéu a Varela. Luisão, sem pernas, ficou a ver.

O Benfica, sobranceiro, achou que não tinha de vestir o fato-macaco. Aproveitou outra vez Miguel Cardoso, num lance em que Luisão não cortou a bola de cabeça.

Na etapa complementar, as águias consciencializaram-se da gravidade da situação. Reagiram sob a batuta de Pizzi e de Salvio. Sucederam-se as jogadas de perigo, mas Cláudio Ramos mostrava-se imune ao poder de fogo do Benfica.

Defendeu tudo, com os pés, com as mãos. Defendeu a baliza como se a sua vida dependesse disso. A equipa tondelense solidarizou-se e acreditou que podia roubar pela primeira vez pontos ao Benfica. A união fez a força e a desorientação dos encarnados fez o resto. Tomané fez depois o 3-1, para desespero dos adeptos encarnados, que abandonaram o estádio e mostraram lenços brancos a Rui Vitória. Nem o golo de Salvio, nos descontos, atenuou o desespero. O sonho do ‘penta’ virou um pesadelo para os encarnados.

"Jardel e Fejsa estavam com limitações físicas" 
Rui Vitória viu ontem lenços brancos após o final do jogo, enquanto escutou assobios vindos das bancadas. Sobre o resultado, falou de "uma crueldade" e garantiu que, enquanto o título for matematicamente possível, a equipa vai "agarrar-se" a isso.

Em relação às ausências de Jardel e Fejsa referiu: "Estavam os dois com limitações físicas e, tendo em conta as características do Tondela, iam ser expostos a esforços e iam correr mais riscos." Explicou depois que Samaris e Luisão são jogadores que os poderiam substituir sem problema. "Temos dois jogadores de grande qualidade que entraram e temos um plantel muito bom em que todos estão prontos para entrar", justificou na conferência de imprensa de análise da partida, sob a atenção de Rui Costa e Luís Filipe Vieira, que estiveram presentes.

A finalizar, Rui Vitória negou ainda que o resultado tenha deixado a equipa mais pressionada para o dérbi com o Sporting. "A pressão é inerente a este clube e existe em qualquer circunstância. Vamos encarar esse jogo de frente, como encararíamos em qualquer circunstância."

Análise
Mais
Pepa
Treinador jovem e sem medo. Montou a equipa à medida deste Benfica, demasiado confiante e a pensar no dérbi com o Sporting. Mesmo depois de sofrer um golo, não vacilou e manteve a estratégia baseada no contra-ataque. A defesa encarnada ajudou, mas o mérito vai para os tondelenses.

Menos
Rui Vitória
Menosprezou o Tondela com as suas mudanças e quis gerir o plantel a pensar no Sporting. Apostou e perdeu. Sofreu uma pesada derrota frente a um adversário acessível. Corre o risco de ficar associado a uma das piores épocas das águias.

Arbitragem fraca
Uma arbitragem fraca e com decisões de difícil explicação. O golo anulado a Miguel Cardoso, por jogo perigoso, quando Luisão tinho o pé mais alto. Ou o não assinalar de uma falta claríssima de Rúben Dias, que merecia no mínimo cartão amarelo e o afastava do dérbi de sábado com o Sporting. Cervi devia ter sido expulso por entrada violenta.














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