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Correio da Manhã

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“Nunca vi nenhum colega dopar-se”

Nunca vi qualquer acção de dopagem dentro de qualquer equipa onde estive. Não estive envolvido na situação de que o Floyd Landis falou, nem nunca vi nenhum colega meu dopar-se." Foi desta forma que o ex-ciclista José Azevedo reagiu ontem, ao CM, ao facto de ter sido implicado no caso de doping de Lance Armstrong, quando ambos corriam pela US Postal.
17 de Outubro de 2012 às 01:00
José Azevedo, ontem à noite, à chegada ao Aeroporto Francisco Sá Carneiro, no Porto
José Azevedo, ontem à noite, à chegada ao Aeroporto Francisco Sá Carneiro, no Porto FOTO: eduardo martins

O director desportivo da Radioshack – que ontem à noite chegou ao Aeroporto Sá Carneiro, no Porto, depois de ter estado com a equipa na Volta a Pequim (China) – escusou-se a tecer mais comentários.

José Azevedo foi implicado no caso de doping pelo ex-companheiro Floyd Landis, antigo ciclista da equipa US Postal, que já assumiu ele próprio o recurso de substâncias proibidas durante a carreira.

O ex-ciclista afirmou à Agência Antidopagem dos EUA (USADA) que, durante o ‘Tour’ de 2004 (Azevedo ficou em 5º), todos os corredores da equipa norte-americana participaram numa transfusão de sangue no final de uma etapa. "A transfusão foi feita no autocarro da equipa no caminho entre o fim da etapa e o hotel. O motorista fingiu que havia um problema com o motor e parou numa estrada isolada durante uma hora, para que todos os membros da equipa tivessem meio litro de sangue injectado. Foi a única vez que vi uma equipa inteira fazer transfusões de sangue à vista de todos os outros ciclistas e do motorista", contou Landis.

Esta acusação foi feita no decorrer do processo que concluiu que Armstrong se dopou nos sete ‘Tours’ que venceu (1999 a 2005) e foi corroborada por George Hincapie, que também fazia parte da equipa US Postal em 2004: "A transfusão foi feita pela maioria dos ciclistas, mas não na sua totalidade."

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