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Correio da Manhã

Desporto
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O ADEUS DE PAULO SOUSA

Paulo Sousa, o jogador português com maior currículo no Mundo do futebol, deu ontem o último pontapé na sua recheada carreira de futebolista.
2 de Julho de 2002 às 23:20
O trinco luso, que não viveu grandes alegrias nos últimos anos, muito devido a lesões, anunciou ontem, numa declaração à Imprensa e sem direito a perguntas, o ponto final da carreira. Apesar dos contratempos físicos, certo é que poucos jogadores conseguiram alcançar os seus feitos desportivos, bem patentes no título Mundial de sub-20, em Riade, nas duas Taças dos Campeões Europeus e na Taça Intercontinental.

“Anuncio formalmente o fim da minha carreira como jogador profissional de futebol”. Foi desta maneira que o jogador do Espanhol anunciou a sua saída dos relvados, apontando várias causas. Ei-las: “Ferido pelo sofrimento de sucessivas lesões que me têm impedido de exercer regularmente a actividade profissional”; “desiludido por não ter sido útil como desejava e julgava ser possível nas duas últimas grandes participações em que a selecção participou”; “magoado pelas inúmeras provas de falta de respeito e total desconsideração pelo meu passado e pela dignidade que qualquer ser humano tem o direito de exigir”; “cansado de lutar contra o infortúnio e os meus próprios limites”.

Paulo Sousa, contudo, deixa o futebol com um vazio: “Parto com a dor de não ter ajudado a pagar a dívida que achei ser nossa obrigação perante os portugueses: uma grande conquista internacional”.

Escusando-se a falar sobre o sucedido no Mundial, devido “ao barulho ensurdecedor, alimentado com argumentos pouco significativos e incapazes de explicar os verdadeiros motivos da desilusão que nos afectou a todos”, Paulo Sousa saiu emocionado do Estádio Nacional com a derradeira camisola nº 6 entregue por Carlos Godinho”.
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