O Atlético Clube de Portugal subiu à Liga de Honra e foi recebido esta semana por António Costa, presidente da Câmara Municipal de Lisboa. Costa fez bem em não se candidatar à liderança do Partido Socialista. Onde é que, como líder da Oposição, António Costa passaria um bocado tão bom, tão bem disposto e tão cheio de optimismo e de confiança no futuro como este bocado que passou, como presidente da Câmara de Lisboa, recebendo e confraternizando com o imparável pessoal da Tapadinha?
As imagens dos jogadores e responsáveis do Atlético, sorridente e alinhados nos Paços do Concelho de Lisboa, com António Costa posando na fila dos acocorados, à boa tradição clássica, é mais uma pedra no sapato do presidente do FC Porto. Desde que Rui Rio assumiu a presidência da Câmara Municipal do Porto, ganhando um despique eleitoral ao socialista Fernando Gomes, apadrinhado por Pinto da Costa, nunca mais as relações entre a Câmara da cidade e o seu clube mais representativo foram as mesmas.
Rui Rio manda lacónicos telegramas de felicitações ao FC Porto nas suas vitórias mas mantém fechadas as portas e a grande varanda do edifício do topo da Avenida dos Aliados. É, de facto, absolutamente incompreensível. Mas, atenção, não é incompreensível este desamor público entre as duas instituições. O que não se compreende é como Rui Rio continua a ganhar tranquilamente as eleições para “mayor” do Porto tratando como assunto menor o 49.º homem mais influente da economia do país segundo o ranking insuspeito do “Jornal de Negócios”.
Pedro Guerreiro, director do “Jornal de Negócios”, explicou nas páginas do jornal desportivo “Record”, onde assina uma coluna semanal, o critério para esta avaliação: “Não é uma lista de popularidade, nem de bons nem de maus, é o conjunto de perfis das pessoas que exercem poder na economia, e da forma como o fazem. Com que amigos e aliados, com que inimigos e através de que redes de influência”, especificou com detalhe. A questão que se coloca é esta: terá Pinto da Costa ficado satisfeito, de ego insuflado, com este 49.º lugar numa lista de influentes poderosos? Ou não?
Tem o presidente do FC Porto todo o direito de entender, por exemplo, que a sua “rede de influências” – um dos critérios de avaliação do concurso – foi injusta e depreciativamente colocada em 49.º lugar no país quando, de certeza absoluta, não há por todo o Portugal 48 redes de influência melhores do que a que montou em quase três décadas no comando do FC Porto.
Já para os benfiquistas mais sofridos, esta tabela do “Jornal de Negócios” foi um doce paliativo para uma época atribulada: ver o FC Porto classificado quase em quinquagésimo lugar é uma saborosa novidade.
ERRAR É HUMANO
Vá para fora cá dentro!
Luciano Moggi, ex-dirigente máximo da Juventus, foi suspenso de todas as funções por cinco anos, como consequência do processo Totocalcio. Agora viu a sua pena aumentada para uma irradiação definitiva do futebol italiano. A justiça lá fora funciona muito melhor, é o comentário normal, corriqueiro, que mais se ouve por cá quando por lá, no estrangeiro, gente poderosa e influente perde os seus confrontos com a lei e com a justiça.
O factor estrangeiro, que aos nossos olhos tudo melhora, pesa até nas virtualidades dos cidadãos nacionais que se vêem, de repente, a trabalhar desportivamente para lá das nossas fronteiras. Por exemplo, Olegário Benquerença, Carlos Xistra, João Capela e Bruno Paixão são quatro árbitros internacionais portugueses, bem colocados no ranking da FIFA, e apreciados pelo seu trabalho. Mas este quarteto não opera só no estrangeiro. Opera a tempo inteiro em Portugal e, segundo o que se lê nos jornais, ficou na última temporada extraordinariamente mal classificado no ranking interno que irá ser ratificado pelo Conselho de Arbitragem da Federação Portuguesa de Futebol.
Trata-se de uma situação curiosa: os nossos melhores árbitros lá fora são os nossos piores árbitros cá dentro. É o peso da responsabilidade, dirão uns. É o cansaço da glória, dirão outros. Eu, francamente, não sei o que vos diga.
POSITIVO
Danny em casa
O futebolsita luso-venezuelano é um caso de sucesso na adaptação ao estrangeiro. Cumpriu três anos no Zenit de São Petersburgo e foi agora recompensado com um novo contrato por quatro anos. Na Rússia, Danny só se pode sentir em casa.
Hilário também
O guarda-redes Hilário, que era suplente no FC Porto, partiu para Londres na leva de José Mourinho. Está há sete anos no Chelsea e continua a ser suplente. Mas muito estimado. E acaba de renovar por mais uma temporada com os ingleses.
Cardozo sem casa
O avançado do Benfica não foi seleccionado para a Copa América pelo Paraguai mas está a treinar-se com os seus ex-colegas de selecção para se apresentar na Luz em forma. Mas tudo indica que na Luz já ninguém conta muito com Cardozo.
PÉROLA
“… deixando claro que as portas desta casa estarão sempre abertas…”, Comunicado da SAD do Benfica
Na quarta-feira, pelo final da manhã, Benfica e Nuno Gomes apressaram-se a pôr na rua os seus respectivos comunicados. Minutos depois de o jogador ter anunciado que estava livre para assumir outros compromissos, o Benfica tornava público o convite sem prazo para Nuno Gomes integrar a estrutura da SAD do clube.
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