Barra Cofina

Correio da Manhã

Desporto

O campeão dos campeões

Só um ‘terramoto’ de proporções bíblicas poderá afastar o FC Porto da conquista de mais um título nacional. Tudo parece resumir-se a uma questão de tempo. Há, contudo, um mote que poderá motivar a equipa de Villas-Boas para um final de época em grande: igualar o feito do Benfica de 1972/73, o melhor campeão da história do futebol português, com apenas dois empates cedidos em todo o campeonato. Todos os restantes jogos foram vitórias, sendo que na altura a prova tinha 30 jornadas.
12 de Março de 2011 às 00:00
O campeão dos campeões
O campeão dos campeões FOTO: direitos reservados

O FC Porto ainda pode igualar esse fabuloso registo, nesta época. Garantiria então um lugar na história, ao lado ‘desse’ Benfica. A equipa da Luz, todavia, iria continuar na posse de feitos impensáveis. Como este: quando a equipa, então treinada pelo inglês Jimmy Hagan, cedeu o primeiro ponto (empate no terreno do FC Porto, 2-2, na 24ª jornada), já era virtual campeã. Foram 23 vitórias de enfiada, com festa na recepção ao V. Setúbal (3-o).

Dizer que essa equipa do Benfica era a base da Selecção Nacional é pouco. Era a Selecção Nacional com outra camisola. No verão de 1972, Portugal foi jogar a Minicopa ao Brasil, uma espécie de Mundial paralelo, e ficou em segundo lugar, atrás do próprio Brasil, a ser levado ao colo no Maracanã. Havia 12 jogadores do Benfica na comitiva lusa: José Henrique, Artur, Humberto Coelho, Messias, Adolfo, Jaime Graça, Toni, Matine, Nené, Eusébio Artur Jorge e Jordão. E por cá ainda ficaram alguns internacionais como Simões, Vítor Baptista, Vítor Martins, Bento ou Nelinho. Um luxo!

MELHOR ARRANQUE DA HISTÓRIA

Registo de 23 vitórias nos primeiros 23 jogos do campeonato não é imbatível. Mas quase... Quando perdeu o primeiro ponto, o Benfica de 1972/73 já era campeão virtual.

MAIS DE CEM GOLOS MARCADOS!

Apenas por 4 vezes o campeão marcou mais de 100 golos. O Benfica de 1972/73 é uma dessas equipas. Na foto em baixo, Vítor Martins marca um dos 101 golos. 

EUSÉBIO FOI REI DA EUROPA

Em 1972, Eusébio já caminhava para a fase terminal da carreira. Mas continuava demolidor. Nessa época de sonho marcou 40 golos no campeonato, o que fez dele o melhor marcador europeu do ano (Bota de Ouro) pela segunda vez na carreira. Entre os feitos notáveis, registo de um ‘poker’ (4 golos) na vitória por 4-1 sobre o Sporting. 

Ver comentários
Newsletter Diária Resumo das principais notícias do dia, de Portugal e do Mundo. (Enviada diariamente, às 9h e às 18h)