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Correio da Manhã

Desporto
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O GOLO E OS GOLOS

Que o miúdo [Manuel Fernandes] tinha qualidade técnica e física já se sabia, mas este golo dá--lhe o direito de fazer parte do plantel
9 de Março de 2004 às 01:38
Palatsi marcou um daqueles golos que, como o próprio disse, se marca uma vez na vida. Ou nem isso. Manuel Machado, o treinador adversário, chamou-lhe “golo ridículo”. E foi. Mas a bola que entrou na baliza de João resume bem o Vitória deste ano: marca muitas vezes por acaso e sofre sempre. Outro golo singular foi o do jovem Manuel Fernandes, que deu a vitória ao Benfica em Barcelos. Que o miúdo tinha qualidade técnica e física já se sabia, mas este golo dá-lhe, pelo menos, para, na próxima época, fazer parte, de pleno direito, do plantel principal da Luz. Já não é coisa pouca, aos 18 anos.
De golos, no plural, falam Adriano e McCarthy – dois cada um nesta jornada [Douala (U. Leiria) também bisou, mas ainda não entra nas contas dos melhores marcadores]. O brasileiro do Nacional chegou a 17 (em todo o campeonato passado fez 16) e o sul-africano do FC Porto a 16. São ambos, sobretudo, jogadores de área, que não participam muito no jogo da equipa mas precisam muito dela. E têm-na, um e outro, porque o Nacional, de Casemiro Mior, é a mais ofensiva das equipas da SuperLiga, no sentido em que o pensamento é sempre mais virado para a baliza adversária do que para as próprias redes. Já o FC Porto tem sempre a bola, e essa é uma vantagem para qualquer homem de área. Promete esta disputa entre dois jogadores que têm marcado a prova deste ano.
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