Barra Cofina

Correio da Manhã

Desporto
1

O IRA PREOCUPA-ME

O país do trevo está representado na Volta a Portugal por um jovem simpático e sardento, que aos seis anos acabou por se mudar, juntamente com os pais, para terras espanholas, em Onteniente, onde deu as primeiras pedaladas.
12 de Agosto de 2003 às 00:00
“Ninguém da minha família estava ligado ao ciclismo, mas eu via as provas e gostava. Foi assim que tudo começou”, adiantou Nally num castelhano perfeito. Apesar de estar bem longe da sua terra natal, Cork, onde nasceu há 23 anos, este irlandês viaja até terras irlandesas sempre que pode, para visitar os restantes familiares.
Contudo, apesar da sua saída prematura da Irlanda, Nally nunca cortou os laços com o seu país, defendendo as cores nacionais nas diversas provas por selecções. “Sinto-me muito irlandês”, avançou ao Correio da Manhã, não dispensando, como qualquer irlandês genuíno – e que se preze –, de uma(s) cervejinha(s) acompanhada com umas músicas dos U2, banda liderada por Bono Vox.
Mas nem tudo é um mar de rosas no seu país, por sinal de bons costumes e de um povo sociável, já que católicos e protestantes continuam a alimentar uma dura batalha há muitos anos, num cenário de medo e terror.
“Penso que esta guerra do IRA vai durar ainda 100 anos. É um assunto que me preocupa imenso, uma vez que ainda tenho familiares lá. É um conflito que diz respeito a todos nós”. Guerras à parte, Dermot Nally lá vai pedalando pacificamente nesta 65.ª edição da Volta a Portugal.
Ver comentários