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Correio da Manhã

Desporto
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O regresso de Mick

Mick Fanning, o menino prodígio do surf australiano, mostrou esta semana por que razão é apontado como um dos melhores surfistas do Mundo.
19 de Março de 2005 às 00:00
Depois de vários meses em terra, devido a uma grave lesão, Fanning, de 23 anos, aproveitou da melhor forma as excelentes condições da praia de Snapper Rocks, na Austrália, para garantir a vitória na primeira etapa do circuito mundial WCT 2005.
Poucos teriam arriscado um resultado assim, embora muitos o temessem. Afinal, Fanning passou mais de meio ano a recuperar de uma lesão e só graças a um convite especial da Associação de Surfistas Profissionais pôde entrar no top 45 dos melhores do Mundo – tinha acabado em 4.º em 2003.
Mas a ‘bomba’ australiana rebentou mesmo. Em condições de surf excelentes, com um recorde de assistência na praia, Fanning foi surfando onda atrás de onda, com a velocidade e a explosão que marcam o seu surf. Os dois candidatos ao título mundial, Kelly Slater e Andy Irons, ambos americanos, ficaram pelo caminho. Mas um terceiro americano, Chris Ward, resistiu.
Na final, Fanning apanhou menos de metade das ondas de Chris Ward, mas conseguiu 19,93 pontos de um total de 20 possíveis. Ward, na sua primeira final do circuito WCT, não foi além dos 11,90 pontos, para delírio de uma praia cheia. Fanning saiu da água em ombros, ergueu a cerveja e mostrou que está de volta. Em força e melhor do que nunca.
TRADIÇÃO EM BELLS
O Rip Curl Pro, nas condições perfeitas da praia de Bells Beach, na Austrália, é a segunda prova no calendário WCT para 2005. O evento, que oferece 270 mil dólares em prémios, é o mais antigo do circuito e é também uma tradição na Austrália, rivalizando em popularidade com provas como o Open de Ténis ou os grandes prémios de motociclismo e Fórmula 1.
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