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Correio da Manhã

Desporto
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PARECIDOS, MAS DIFERENTES

As carreiras de Scolari e Vöeller têm trajectos díspares. Mas, na final do Mundial, todas as diferenças que existem terminam numa surpreendente identificação nos esquemas tácticos. De facto, na final, ambos os técnicos vão escalar um esquema de três centrais, dois laterais para cobrirem a totalidade dos flancos e dois trincos de raiz.
29 de Junho de 2002 às 23:53
A aposta na segurança defensiva é, talvez, o único ponto em comum nas carreiras de ambos os técnicos, que entraram no mundo do futebol como jogadores. É nesta fase que as diferenças entre ambos são mais evidentes.

Scolari, defesa-central, fez uma carreira modesta em clubes sem grande projecção. Foi no Centro Sportivo Alagoano, clube então liderado pelo futuro presidente do Brasil, Collor de Melo, que Scolari obteve a sua maior glória como jogador, com a conquista do campeonato alagoano em 1981.

Um ano depois iniciava a carreira de treinador. Só mais tarde, à frente do Grémio, de Mário Jardel, é que Scolari viria a ganhar projecção, vencendo o campeonato brasileiro em 1996.

Já Rudi Voeller encerrou a sua carreira de futebolista com um currículo riquíssimo, no qual se destaca o título de campeão do Mundo em 1990 e a Taça dos Campeões Europeus, em 1993, pelo Marselha. Voeller deixou de jogar ao serviço do Bayer Leverkusen, assumindo de pronto o posto de director técnico. Ao contrário de Scolari, que começou como treinador numa equipa modesta, Voeller iniciou-se pelo topo, pois, em Julho de 2000, foi convidado para orientar a Alemanha.
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