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Correio da Manhã

Desporto
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Parto difícil mas bem-sucedido

O Sporting pôs fim a um jejum de quase nove meses sem ganhar fora – o último triunfo tinha sido a 20 de abril de 2012, em casa do Nacional, por 3-2 – e venceu (2-0) ontem de forma justa, no terreno do Olhanense, resultado que afasta a equipa do fundo da tabela.
14 de Janeiro de 2013 às 01:00
Micael (dir.) tenta travar Labyad
Micael (dir.) tenta travar Labyad FOTO: Joana Van Hellemond

No segundo jogo de Jesualdo Ferreira notaram-se progressos nos movimentos coletivos dos leões, que não deram muito tempo aos algarvios para se adaptarem. Logo aos 3’, Labyad – aposta ganha de Jesualdo, que lhe deu total liberdade de movimentos – marcou o primeiro golo do Sporting, após boa receção e remate de primeira. Conseguido o mais difícil e embalado pelo momento de inspiração, o Sporting pôs em campo a transpiração necessária para responder com espírito de luta ao mesmo argumento do Olhanense. A equipa de Manuel Cajuda só acrescentou algo ao seu jogo num bom remate de Jander para defesa de Patrício. Assente num futebol mais curto, com linhas mais próximas e com mais espírito de entreajuda, o Sporting foi capaz de manter à distância o Olhanense e de explorar bem a velocidade das alas.

Na estreia de Miguel Lopes como titular, o 4x2x3x1 de Jesualdo revelou-se um sistema maleável, com evidente subida de produção de Labyad e de Adrien, que se mostraram mais no jogo. E foi Adrien a matar a partida no 2º tempo, em ótima jogada de envolvimento – coisa raríssima no Sporting até ao jogo de ontem –, culminada com um bom remate à entrada da área. Com tudo mais do que encaminhado, o Sporting soube ser adulto, segurar o resultado, na melhor exibição da época, só não traduzida em mais golos pela boa exibição de Bracali.

LABYAD COM PINTA DE 10 É EXCELENTE REFORÇO DE INVERNO

Rui Patrício – Uma boa defesa a remate de Evandro Brandão (41’) e uma saída em falso num canto (86’).

Miguel Lopes – Esteve certinho a defender e combinou bem com Capel. Demasiado faltoso.

Boulahrouz – Com boa leitura de jogo, compensou alguma falta de velocidade. Aos 75’, em ótima posição na área algarvia, atirou ao lado.

Rojo – Deixou uma bola passar-lhe por cima e Evandro Brandão quase marcou (64’). Forte em antecipação. Abusou do pontapé para a frente.

Insúa – Integrou-se bem no ataque, mas sentiu algumas dificuldades para recuperar. Um bom remate de longe (44’).

Rinaudo – Mais disciplinado taticamente – será já o efeito Jesualdo? –, soube ocupar os espaços, esteve bem nas dobras aos laterais e saiu a jogar com processos simples.

Adrien – Surgiu mais solto do que em jogos anteriores, com intensidade na recuperação e clarividência na construção. No lance do 2-0, apareceu bem na área e foi feliz no remate.

Jeffrén – Veloz, só desequilibrou a espaços, com pormenores de classe. Foi importante e esforçado na pressão alta.

Capel – Fez o passe para Labyad marcar o 1-0 e esteve ligado à corrente no flanco direito. Aos 53’, teve um grande remate de primeira, que Bracali defendeu para canto.

Wolfswinkel – Jogou quase sempre de costas para a baliza e raramente encontrou espaços para rematar. Quando o conseguiu, atirou sem convicção perante Bracali (90+2’).

Carrillo – Não entrou bem, mais ainda fez um bom passe a isolar Wolfswinkel.

Zezinho – Mostrou poder físico e segurança no passe.

Dier – Ajudou a defender.

Labyad – Marcou um belo golo, num remate à meia volta, de fora da área, assistiu Adrien para o 2-0 e foi o 10 que a equipa há muito procurava. Movimentações inteligentes, passes venenosos e bons dribles, sempre de cabeça levantada. A jogar assim, é um ótimo reforço de inverno.

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