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Correio da Manhã

Desporto
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PELOTÃO NÃO ROLA EM LISBOA E PORTO

Está pronta a ir para estrada mais uma Volta a Portugal em bicicleta, na sua 65.ª edição, que promete dar espectáculo pelo País fora. Contudo, Lisboa e Porto não vão ver a caravana passar devido a “diversos condicionalismos da União Ciclista Internacional e ao número limitado de dias de prova”, justificou Joaquim Gomes, da Promoção de Actividades Desportivas (PAD).
3 de Julho de 2003 às 00:00
De 6 a 17 de Agosto, cerca de 200 ciclistas vão dar o seu melhor ao longo das 11 etapas que compõem a maior prova velocipédica lusa, procurando suceder ao dinamarquês Claus Moller, da Maia Milaneza/MSS, vencedor da edição do ano passado.
Esta prova, ontem apresentada oficialmente em Lisboa, marca a estreia da João Lagos Sports - em parceria com a PAD - na organização e está orçada em cerca de 3 milhões de euros, prometendo levar animação velocipédica à porta de cada português.
O traçado, em relação à edição 2002, só repete cinco chegadas, começando a prova em terras algarvias (Albufeira) e terminando em Viseu, em plena Feira de São Mateus, com o único contra-relógio da prova. Para trás ficam 1.669,1 quilómetros, num percurso que vai ter 20 contagens de montanha (seis de 1.ª categoria, quatro de 2.ª e 10 de 3.ª).
A pouco mais de um mês do início da Volta a Portugal, algumas equipas já fizeram a sua inscrição. A Maia Milaneza/MSS parte com a missão de defender os títulos de 2002 (individual e por equipas), mas terá de contar com a oposição de formações nacionais como a LA Pecol, Porta da Ravessa/Tavira, Carvalhelhos-Boavista, entre outras, ou das fortes equipas estrangeiras da Lampre (Ita), Kelme-Costa Blanca (Esp), MBK (Fra) ou Palmans-Collstrop (Bel).
REACÇÕES
“Penso que este é um percurso equilibrado. Começa com quatro etapas planas, seguem-se duas na Serra da Estrela, um dia de descanso, seguindo-se mais três tiradas duríssimas, que vão ser as chegadas à Nossa Srª da Graça, Favaios e o contra-relógio individual em Viseu” - Manuel Zeferino (Maia)
“Esta é a Volta a Portugal possível. Eu, enquanto ex-ciclista, tentei arranjar fases de transição das etapas planas para as de montanha. Houve condicionalismos para que Lisboa e Porto ficassem de fora. Tivemos de conjugar os interesses comerciais com os desportivos para achar este traçado” - Joaquim Gomes (PAD)
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