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Correio da Manhã

Desporto
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Perdulário Brasa deixa adeptos gelados

O Farense cedeu a segunda derrota (0-1) da época e os jogadores podem apenas queixar-se de si próprios: rubricaram uma segunda parte muito aceitável, pressionando o adversário, mas tiveram falhas incríveis na finalização e o golo do empate – o desfecho mais acertado face ao que se passou em campo – acabou por não surgir.
3 de Dezembro de 2007 às 00:00
Farense pressionou muito na segunda parte mas não chegou ao golo
Farense pressionou muito na segunda parte mas não chegou ao golo FOTO: Carlos Almeida
A primeira parte ficou marcada por algum domínio do Castromarinense, equipa que se mostrou segura a defender (nem uma só ocasião de golo flagrante do Farense) e perigosa nas movimentações ofensivas. Cláudio deixou um aviso claro, num pontapé forte e colocado, sustido em dificuldade por Costa, e Frazão acabou por marcar, à boca da baliza, após canto apontado por Cláudio e desvio precioso de Piloto.
Pelo meio, entre aqueles dois lances, ficou uma grande penalidade por assinalar contra o Farense, quando Arlindo derrubou Dário na melhor fase dos forasteiros, muito atrevidos nos 15 minutos finais do primeiro tempo.
A perder, Carlos Costa, técnico do Farense, recorreu ao banco logo no início da segunda parte e a equipa passou a dominar por completo a partida. O futebol praticado não era bonito (havia a constante procura do jogo aéreo de Bruno) mas o alargamento da frente de ataque obrigou o Castromarinense a encolher-se e a bola estava constantemente perto da baliza de Nélio.
Surgiram várias oportunidades. Cinco delas claras, três das quais desperdiçadas por Brasa – duas de forma escandalosa, quando o público nas bancadas já gritava golo. O avançado do Farense gelou o Estádio do Algarve.
Os locais contestaram muito o árbitro na parte final do jogo, mas foi o Castromarinense que maiores razões de queixa teve: como é possível o árbitro e o assistente não verem um penálti tão claro?
DÉRBI DE FARO NO SÁBADO
Faro e Benfica e Farense vão defrontar-se no próximo sábado, reeditando uma rivalidade que chegou a ser muito acesa durante largas décadas, em particular entre os anos 40 e 60 do século passado. Os dois clubes encontraram-se pela última vez há 38 anos, na época 68/69, na III Divisão nacional. O Farense viria a subir, iniciando um percurso que culminaria com a ascensão ao patamar superior do futebol português, na campanha seguinte.
Face a uma previsível afluência de público, ainda chegou a ser equacionada a mudança do local da partida, mas o Faro e Benfica decidiu receber o Farense no campo habitual, o acanhado Horta da Areia.
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