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Correio da Manhã

Desporto
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POLÍTICA MEXE COM BENFICA

O líder da lista B candidata às eleições do Benfica considerou, ontem, em Évora, como despudorada a intervenção de Pedro Santana Lopes na cerimónia de inauguração do novo Estádio da Luz, onde o Primeiro-Ministro Durão Barroso ouviu uma ruidosa vaia.
27 de Outubro de 2003 às 00:00
Antunes deu o mote para aquilo que classifica como uma utilização abusiva do clube para fins políticos. “Infelizmente esta não é a primeira vez que o nosso clube é utilizado para campanhas eleitorais. A única diferença é que sábado à noite estiveram em foco as eleições presidenciais”. Num tom forte, o candidato, frisou: “comigo o Benfica nunca será envolvido em lutas partidárias e numa tomará partido por ninguém, respeitando assim os estatutos do clube. A colagem do Benfica a partidos é prejudicial para o clube”.
Entretanto, Luís Filipe Vieira, aproveitou o dia seguinte à inauguração do novo Estádio da Luz, para reunir cerca de 150 apoiantes num jantar/sessão de esclarecimento em Paderne (Algarve). O tema de conversa entre os presentes foi, como não podia deixar de ser, a majestosa festa de inauguração.
Vaia a Durão gera silêncio
A vaia monumental que o Primeiro--Ministro Durão Barroso ouviu dos 65 mil espectadores presentes na inauguração do Estádio da Luz, foi ontem minimizada pelos seus assessores e dirigentes do Benfica. Leonor Ribeiro da Silva, assessora de Durão Barroso, referiu: “o sr. Primeiro-Ministro está em visita oficial a Angola e é só isso que o preocupa”. Por seu turno, Mário Dias refugiou-se num “não me meto em questões políticas”, enquanto Fialho Gouveia, que tentou acalmar a situação, preferiu “não pronunciar-se” sobre “essas coisas”.
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