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Correio da Manhã

Desporto
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Portugal vai estagiar em Campinas durante o Mundial

Seleção vai estagiar num luxuoso hotel de 5 estrelas cuja diária pode chegar aos 344 euros.
17 de Dezembro de 2013 às 19:50
O Hotel The Palms, em Campinas, onde a Seleção vai ficar no Mundial do Brasil
O Hotel The Palms, em Campinas, onde a Seleção vai ficar no Mundial do Brasil

Campinas vai ser o quartel-general da seleção nacional durante o Mundial de 2014 no Brasil. A cidade brasileira, a 83 km de São Paulo, foi escolhida pela Federação Portuguesa de Futebol (FPF) devido à proximidade ao Aeroporto Internacional de Viracopos (10 km), que permite reduzir ao mínimo as deslocações por via terrestre.

O Hotel Palms é uma unidade de cinco estrelas, propriedade do português Armindo Dias, de 82 anos, que foi recentemente inaugurada e tem uma diária que pode ascender aos 344 euros. Além de ginásio, conta com piscinas interiores, spa e um heliporto. "O local dispõe da privacidade e segurança que a seleção exige", disse ontem o vice-presidente da FPF, Humberto Coelho.

Os treinos vão ser nas instalações do Ponte Preta. Localizadas a norte de Campinas (cidade com mais de 900 mil pessoas, 9000 das quais portuguesas), vão ser alvo de uma profunda remodelação, tanto a nível dos relvados bem como do centro de imprensa. Nas sessões abertas ao público, o selecionador Paulo Bento vai utilizar o Estádio Moisés Lucarelli (28 mil espectadores), a poucos minutos do hotel.

A FPF, no seu site oficial, revelou ainda que a "vertente económica" do estágio foi tida em conta e que foram conseguidas "condições financiais que garantem o financiamento total do investimento com as verbas atribuídas pela FIFA". Antes da decisão final, a FPF visitou 27 locais. Pela presença no Mundial de 2014, a federação já arrecadou cerca de sete milhões de euros.

Cidade do Futebol até 2015

Fernando Gomes quer que a Cidade do Futebol, no Jamor, que servirá de apoio às seleções nacionais, fique pronta antes do final do seu mandato (2015) como presidente da Federação Portuguesa de Futebol (FPF). "Temos dois anos para finalizar o que nos comprometemos", disse ontem o dirigente.

Dois anos depois de ter sido eleito, Fernando Gomes destacou o apuramento da seleção nacional para o Mundial de 2014, no Brasil, a profissionalização dos árbitros, os "excelentes resultados na formação, no futsal, no futebol de praia e no futebol feminino" e ainda o "esforço financeiro da FPF para liquidar cerca de 11 milhões de euros, relativos ao "‘Totonegócio’".

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