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Processo BPN ligado a Luís Filipe Vieira arquivado

Investigação não encontra provas suficientes para acusar presidente do Benfica.
Miguel Alexandre Ganhão(miguelganhao@cmjornal.pt) 6 de Abril de 2021 às 08:16
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Processo BPN ligado a Luís Filipe Vieira arquivado
Luís Filipe Vieira, presidente do Benfica, viu arquivados os crimes de burla qualificada, falsificação de documentos e branqueamento de capitais de que estava indiciado no processo Banco Português de Negócios (BPN). Vieira é presidente do Grupo Inland que em 2003 e 2004 beneficiou de um crédito do banco de Oliveira e Costa no valor de 20 milhões de euros para financiar um aumento de capital no fundo imobiliário BPN Real Estate.

Depois de vários negócios cruzados entre o Grupo Inland, que detinha uma participação de 1,4% no capital da Sociedade Lusa de Negócios (SLN), dona do BPN, e outras empresas, o crédito foi colocado junto do BPN IFI, em Cabo Verde. Depois do colapso do banco, foi apresentada uma queixa contra o Grupo Inland, alegando que, através de um “esquema financeiro” a empresa de Vieira nunca pagou o crédito recebido.

Passadas quase duas décadas após os factos, a equipa liderada pela procuradora Inês Bonina, decidiu arquivar o processo-crime contra Vieira considerando que, apesar de exercer a presidência do Grupo Inland, e de ser sócio maioritário e administrador financeiro da empresa, o que lhe permitia saber dos factos ilícitos, neste caso concreto permaneceu sempre “uma dúvida razoável” que “não sendo preenchida com prova, impõe o arquivamento dos autos”, refere o despacho do Departamento Central de Investigação e Ação Penal a que o CM teve acesso.



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