Barra Cofina

Correio da Manhã

Desporto
5

Procurador queixa-se

Carlos Teixeira, o magistrado titular do ‘Apito Dourado’, afirmou que “o Ministério Público em Gondomar não está preparado para grandes processos”, queixando-se de “falta dos meios necessários” para um caso daquela dimensão.
28 de Maio de 2006 às 00:00
Procurador queixa-se
Procurador queixa-se FOTO: Cláudia Ribeiro
“Um caso destes exigiria grande reforço de meios, mesmo temporários”, salientou Teixeira, recordando que em tempo oportuno alertou a hierarquia e a Direcção-Geral da Administração da Justiça.
O procurador adjunto, que falava à margem de uma tertúlia que organizou, no Porto, diz que “ficar com o processo é o meu dever, enquanto magistrado do MP”.
Carlos Teixeira não quis comentar o indeferimento do seu pedido de escusa do ‘Apito Dourado’, por ser sua função “trabalhar em todos os processos que me são distribuídos”, acumulando o caso da alegada corrupção entre árbitros e dirigentes com outros 400. Para Teixeira, “não havendo funcionários a trabalhar exclusivamente num caso como este, ficam os outros processos com menores possibilidades de intervenção” e “a morosidade instala-se”. “Esta falta de meios obriga desde logo a outro tipo de planeamento de trabalho, nem sempre o ideal”, disse.
O pedido de afastamento de Carlos Teixeira, apresentado quinta-feira por Valentim Loureiro, levou a nova suspensão do processo, pelo que ainda não foi aberta a instrução.
Ver comentários