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Correio da Manhã

Desporto
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'QUAD' PORTUGUÊS NO SEGUNDO MAIOR RALI DO MUNDO

Ir cada vez mais longe. Este é o lema da equipa de Ricardo Santos que, em "quad", arrisca-se a ser o mais consagrado piloto de todo-o-terreno em Portugal.
19 de Junho de 2002 às 23:34
Actualmente com 29 anos, o piloto da Yamanha 660R tem vindo a preparar-se para participar no "Master Rallye", que este ano se disputa entre o Báltico e o Mar Negro, por entre os "Caminhos dos Czares e da Rússia Imperial", de 1 a 11 de Agosto, e ainda no Dacar do próximo ano, cujo trajecto inclui passagens pela Tunísia, Líbia e Egipto.


"A experiência que adquiri nos últimos anos permite-me encarar estas provas com alguma expectativa. A moto tem vindo a ser cuidadosamente preparada e fisicamente tenho tido algum cuidado, já que estamos a falar do segundo maior rali do Mundo".


Efectivamente, a prova da Ásia, sem ter uma estrutura tão profissional como o Dacar, irá "oferecer" aos participantes um total de cinco mil quilómetros de provas especiais. "São, na prática, cerca de 500 quilómetros por dia, o que não deixa de ser significativo", refere ao Correio da Manhã Ricardo Santos.


De qualquer forma, tal não assusta este "alfacinha" radicado em Coimbra há muitos anos, cujo facto de ter de andar sempre sozinho por entre os mais inóspitos terrenos é apenas "uma contingência da modalidade. Já me habituei. Ao princípio ainda tinha algum receio, mas o espírito de aventura, que tem norteado toda a minha vida desportiva, ajuda a superar todas as dificuldades".

Começar no karting

Esta participação de Ricardo Santos no "Master Rallye", não sendo uma estreia em provas do Campeonato do Mundo, acaba por ser a consequência natural de um longo caminho por diversos desportos motorizados.


A carreira desportiva começou ao volante de um karting, passando depois pelo Nacional de Ralis, acabando por enveredar pelas motos de quatro rodas. "Em 1997 já estava a aventurar-me no Rali da Tunísia".


A experiência numa das mais emblemáticas provas da Taça do Mundo foi de tal forma positiva que saiu de lá com uma vitória e com uma enorme vontade de atingir novas metas na sua carreira. Há dois anos conseguiu novo feito tendo sido o primeiro piloto português a participar em quad no Rali Paris-Dacar.


"Agora, os meus objectivos passam por obter vitórias no Master e no Dacar e um dia, quem sabe, atravessar os cinco continentes, disputando os maiores ralis do Mundo em quad", confessa, salientando que toda a estrutura à sua volta é composta por amigos a quem não é pago rigorosamente nada.
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