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Correio da Manhã

Desporto
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Quaresma ainda acendeu a chama da ilusão

Lançado após o intervalo, trouxe fantasia e alegria ao FC Porto. Ao fim de sete minutos em campo já tinha conseguido quatro remates (um a pedir golo), mais do que toda a equipa portista conseguira no primeiro tempo. Apesar do apagamento progressivo, mostrou que poderia ter jogado de início, situação que potenciaria a capacidade criativa do FC Porto.
16 de Março de 2005 às 00:00
VITOR BAÍA – Teve a infelicidade de ver a bola entrar na baliza logo aos 5’, após tabela num colega. Como nada podia fazer no lance dos outros golos... não foi por ele que o FC Porto perdeu finalmente uma eliminatória europeia em mais de dois anos.
SEITARIDIS – Um defesa que foi um extremo generoso, ainda que nem sempre eficaz. Com um pouco mais de sorte poderia até ter marcado um golo, mas o cruzamento ficou no poste da baliza de Toldo.
JORGE COSTA – Face aos constantes adiantamentos de Seitaridis, cabia-lhe fazer as dobras à direita. Os problemas começaram cedo, quando não conseguiu segurar o ‘tanque’ Adriano’. A redenção chegou na segunda parte, quando marcou o golo que devolveu alguma esperança.
PEDRO EMANUEL – O mais central dos... três ‘centrais’ está ligado ao primeiro golo, mas apenas por infortúnio. Muito voluntarioso, como é seu timbre. Ainda retardou o terceiro golo.
RICARDO COSTA– O mais eficiente dos três ‘centrais’ portistas e o que melhor estava a ler as movimentações dos avançados italianos... até ao segundo golo. Saiu logo a seguir para dar lugar a Hélder Postiga.
NUNO VALENTE – Bem menos ofensivo que Seitaridis e também pior isso mais apagado. Até porque não teve adversário directo. Mas quando Adriano lhe surgiu pela frente, os rins ganharam dureza.
COSTINHA – A raça e determinação do ‘tampão’ da defesa dos campeões europeus compensaram falhas pontuais, mais no passe que no posicionamento.
MANICHE – O pêndulo do meio-campo portista procurou jogar rápido na distribuição. Mas foi por demais evidente a falta de ritmo e, pior que isso, o défice de confiança.
DIEGO – Tentou levar a bola para a frente no pé, para lograr desequilíbrios. Mas só se viu a espaços, na primeira parte.
CLÁUDIO – Um erro de ‘casting’ corrigido ao intervalo.Lutou, tentou visar a baliza de longe, mas nunca deu ideia de ser capaz de ‘saltar o muro’.
MCCARTHY – Muito vigiado por Materazzi, raramente teve oportunidade de visar a baliza de Toldo. Mas lutou imenso para criar espaços no ataque.
HÉLDER POSTIGA – Mais um jogo apagado, sem chama.
NOITE MÁGICA DE ADRIANO
Memorável Adriano. A noite que fez a glória do Inter - e lhe garantiu o acesso ao lote das oito melhores equipas da Europa - foi iluminada por este brasileiro corpulento e de remate fácil. O seu pé esquerdo fez cair, finalmente, o FC Porto europeu. De resto, a constelação de estrelas da equipa transalpina até nem brilhou por aí além. Na baliza, Toldo já pareceu mais seguro noutras ocasiões. O verdadeiro patrão da defesa estava um pouco mais à frente do guarda-redes e chama--se Materazzi. Bom apontamentos dos Zanetti’, o italiano e o argentino. No meio, Cambiasso teve uma boa primeira parte e Véron não fez lembrar o jogador que já foi, mas ainda assim não esteve mal. Tal como Mihailovic, o marcador oficial das bolas paradas.
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