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Correio da Manhã

Desporto
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QUEIXA PORTISTA CHEGOU ONTEM À LIGA DE CLUBES

O diferendo entre o Benfica e o FC Porto devido à recusa dos ‘encarnados’ em enviar para o Dragão os bilhetes pretendidos pelos ‘azuis-e-brancos’ motivou já uma exposição à Liga. O FC Porto não se conforma e pretende agora, com a queixa apresentada, ver o organismo que tutela o futebol profissional dar-lhe razão e... multar o Benfica, cuja direcção reuniu ontem à noite, com o caso dos bilhetes em cima da mesa.
12 de Outubro de 2004 às 00:00
À Liga compete neste momento ouvir as partes em confronto, sendo certo que o processo segue já os seus trâmites normais. Mas as limitações são conhecidas...
É que, mesmo que a Liga reconheça legitimidade aos ‘dragões’ e que o Conselho Disciplinar opte por condenar o prevaricador, a verdade é que o (eventual) triunfo será apenas parcial. Porque, neste caso, o crime parece compensar, não existindo enquadramento legal capaz de, em tempo útil, obrigar um clube a entregar os ingressos a que os visitantes, de acordo com os regulamentos, têm direito.
Assim, independentemente da razão que possa assistir ao FC Porto, o máximo que os ‘dragões’ poderão conseguir é que a Liga aplique uma multa ao Benfica. E, ainda para mais, o valor da sanção pecuniária, será sempre inferior à verba realizada com a venda directa dos bilhetes destinados ao adversário. Aliás, este episódio é uma repetição de outros – no Sporting-FC Porto da última época, os ‘leões’ preferiram pagar a multa a cumprir os regulamentos.
Neste caso, contudo, há um dado adicional: o Benfica sustenta a sua posição alegando que o FC Porto não requisitou os ingressos dentro do prazo; os portistas garantem que cumpriram todas as formalidades e o braço-de-ferro chegou à Liga. Tudo porque a requisição de bilhetes é tratada directamente entre clubes, sem intervenção autónoma que assegure o cumprimento dos regulamentos em vigor.
À hora de fecho desta edição, ainda decorria a reunião de direcção do Benfica.
TRAP FALHA PRIMEIRO TREINO
O plantel do Benfica regressou ontem aos treinos, embora de forma limitada, no campo número 3 do Estádio Nacional, depois de dois dias de folga. Em semana de Benfica-FC Porto, Giovanni Trapattoni e o preparador físico Fausto Rossi estiveram ausentes neste primeiro dia de trabalho, uma vez que permaneceram em Itália por mais um dia, para tratar de assuntos pessoais, devidamente autorizados pelo clube.
Na ausência do técnico transalpino, que já deverá orientar a sessão de hoje, coube a Álvaro Magalhães e Adriano Bardin, técnico de guarda-redes, dirigir o primeiro apronto de preparação para o clássico de domingo com o FC Porto, na Luz.
Além dos nove jogadores que participam nos trabalhos das respectivas selecções, não treinaram também Mantorras, Alcides e Carlitos. Estes três jogadores trabalharam na Luz sob as ordens do fisioterapeuta Rodolfo Moura.
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