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Correio da Manhã

Desporto
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“Quero que acabe rápido”

"Tenho a minha situação fiscal regularizada. Estou confiante e espero ser absolvido", disse ontem João Vieira Pinto, à entrada do Tribunal Criminal de Lisboa, onde começou a ser julgado pelos crimes de fraude fiscal e de branqueamento de capitais. Em causa está a sua transferência do Benfica para o Sporting, em 2000.

16 de Abril de 2012 às 01:00
João Vieira Pinto acompanhado pelo seu advogado, Castanheira Neves
João Vieira Pinto acompanhado pelo seu advogado, Castanheira Neves FOTO: Vítor Mota

João Vieira Pinto lamentou ainda que o processo se arraste "há sete ou oito anos": "Quero que acabe o mais rápido possível." Além do ex-jogador e actual director da FPF, o caso envolve ainda José Veiga, Luís Duque e Rui Meireles, sendo que este último faltou à sessão, uma vez que está em Angola por motivos profissionais. O advogado de José Veiga, Pedro Correia, criticou a falta do antigo administrador financeiro do Sporting: "A ausência da Sporting SAD é um paradoxo, a entidade que era obrigada a pagar ao Estado." Castanheira Neves, advogado de João Pinto, foi contundente: "Quero ver o Sporting envolvido."

Ontem, foi ouvido o inspector tributário José Guilherme Duarte Paula, única testemunha do dia, que a pedido do DIAP (Departamento de Investigação e Acção Penal) fez a simulação de quanto João Pinto teria de declarar entre 2000 e 2005, no caso de ter recebido 3,4 milhões de euros referentes ao prémio de assinatura de contrato com os leões.

JUSTIÇA JOÃO VIEIRA PINTO JULGAMENTO FRAUDE FISCAL
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