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Correio da Manhã

Desporto
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Reinaldo tem dívidas de jogo de 300 mil euros

A Solverde, proprietária do Casino de Espinho, moveu uma acção judicial a Reinaldo Teles alegando uma dívida de 300 mil euros relacionada com jogo.
17 de Março de 2007 às 00:00
Segundo o processo já entregue no Tribunal de Espinho, o homem de confiança de Pinto da Costa no FC Porto terá para com aquele casino uma dívida de 297 700 euros, que resulta de vários jogos de banca de fortuna e azar, um vício já antigo e que a própria família do dirigente portista reconheceu publicamente.
Reinaldo Teles é um homem experiente na vida nocturna – foi dono de várias casas de diversão – e estaria praticamente curado do vício do jogo, a crer nas promessas que já teria feito à família. Nos últimos dois anos, dizem os amigos, não tem entrado nos casinos portugueses. Esta dívida corresponde, por isso, a problemas anteriores a 2005.
Com antecedentes de dívidas a outros casinos, que entretanto foram saldadas, foi Reinaldo Teles quem anteriormente terá solicitado, por escrito, junto dos casinos, a sua própria proibição de entrar nessas casas.
A acção movida a Reinaldo Teles é um dos sete processos que a Solverde tem a correr por dívidas de jogo a várias pessoas, com valores entre 26 750 e os 82 625 euros.
A empresa de jogo da Costa Verde não esteve disponível para prestar esclarecimento. Reinaldo Teles também não respondeu aos telefonemas do CM.
PERFIL
Reinaldo Costa Teles Pinheiro, 57 anos, ex-pugilista do F C Porto, é o homem de confiança de Pinto da Costa. Foi director de campo no antigo Estádio das Antas e depois vice-presidente para o futebol e desde a constituição da SAD do futebol é administrador desta empresa. Oriundo de uma família numerosa de Paços de Ferreira, é casado e com filhos e irmão de Joaquim Pinheiro, outro dirigente do clube.
FAMÍLIA ESTÁ A AJUDAR DIRIGENTE
Reinaldo Teles e a família têm o caso das dívidas de jogo a ser tratado por um advogado e estarão à procura da melhor maneira de resolver o problema. A numerosa família do dirigente portista é sempre muito unida.
A Solverde intentou um processo de execução de património que se extingue com o pagamento da dívida ou com a execução de bens até se atingir o valor correspondente.
Caso recaísse no vício do jogo, o dirigente portista poderia ser inabilitado judicialmente. Segundo o Código Civil, o cidadão que padece de vícios de jogo de fortuna e de azar, álcool, ou toxicodependência, mesmo sendo capaz de reger a sua vida corrente, passará a ter os seus bens geridos pelo curador a designar entretanto pelo Tribunal Cível. Ao contrário de outras razões de inabilitação, no caso do jogo, a medida só ao fim de cinco anos pode ser revogada.
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