Rui Costa, campeão mundial em título, não esteve por imposição médica na partida da etapa de ontem do Tour de França. A bronquite que lhe afetava o rendimento passou a broncopneumonia e teve de desistir.
Rui Costa: “Senti-me muito mal com dores e febre”
."Queria continuar, mas o doutor fez-me entender e concordar que além de pôr em risco a minha saúde, posso pôr em risco a minha própria carreira", explicou o ciclista português Rui Costa ao anunciar ontem de manhã o abandono do Tour de França, em que era rei da popularidade e único com a camisola arco-íris de campeão do Mundo.
No segredo do quarto de hotel, em dia de paragem da prova rainha da velocipedia mundial, Rui Costa, poveiro de 27 anos, sofreu e chorou como aconteceu a outros campeões em momentos dramáticos do Tour. Após uma semana difícil por causa da bronquite, o sofrimento que o fez ansiar pela paragem tornou-se insuportável quando deveria aliviar, segundo ele próprio contou na sua página do Facebook, onde deu as más notícias: "No dia de descanso, após o treino, senti-me muito mal, com dores musculares e febre. Fui levado ao hospital para fazer um raio-X e o resultado foi a indicação para desistir."
A decisão definitiva de abandono esteve em suspenso até ontem de manhã, por vontade do ciclista e na expectativa de evolução do estado de saúde, mas, segundo Rui Costa, não houve remissão possível: "Sinto-me pior", contou. "É como se tivesse sido atropelado por um camião", concluiu.
A desistência de Rui Costa, apresentada com pedido de desculpas aos adeptos, à equipa e à organização do Tour, constitui a terceira grande perda do pelotão: o vencedor do ano passado, o britânico Chris Froome, não resistiu a duas quedas nas primeiras quatro etapas e o espanhol Alberto Contador, vencedor em 2007 e 2009, teve também de desistir após uma queda em etapa sob chuva que lhe provocou uma fratura de um braço.
O abandono de Rui Costa abateu muito os colegas da equipa Lampre-Merida, com a qual está a ultimar contrato por mais dois anos. Nélson Oliveira, seu companheiro de equipa e campeão nacional de contrarrelógio e estrada, disse ontem: "Estamos todos um pouco em baixo. Agora, o nosso objetivo é chegar a Paris e entrar nas fugas."
O campeão mundial Rui Costa mostrou na sua página do Facebook os exames raio-X que deram indicações sobre o agravamento da bronquite para broncopneumonia. Perante os exames, o médico impôs naturalmente o abandono da prova. A continuação punha em risco a saúde e o futuro do atleta.
Popularidade com arco-íris
A camisola arco-íris de campeão do Mundo distinguia Rui Costa dos outros ciclistas do pelotão e constituía forte motivo de destaque. Embora neste ano ainda não tivesse subido ao pódio, ele próprio referiu que se sentia campeão da popularidade no pelotão. Em presenças anteriores, Rui Costa conta três vitórias em etapas do Tour, sendo uma em 2011 (meta de Plateau de Beille) e duas em 2013 (Gap e Le Grand-Bornand).
Campeão do Mundo em título
O ciclista natural de Vila de Aguçadoura, no concelho da Póvoa de Varzim, é o mais bem-sucedido de todos os tempos na velocipedia portuguesa por ter conquistado o título de campeão mundial de estrada, nos campeonatos disputados em setembro do ano passado em Florença, na Itália. Obteve assim direito a correr durante um ano com a camisola arco-íris que o distingue da concorrência e defenderá neste ano nos Mundiais marcados para setembro próximo, em Ponferrada, Espanha.
Soma três vitórias na Suíça
As estradas da confederação helvética são caminhos felizes para Rui Costa, que este ano somou a terceira vitória consecutiva na Volta à Suíça. Esta prova é considerada como a melhor preparação para o centenário Tour de França, mas Rui Costa nunca conseguiu confirmar as expectativas. Tudo lhe corre melhor na Suíça, onde começou por vencer uma etapa na edição de 2010, e, além de mais quatro etapas, venceu em 2012, 2013 e 2014, embora neste ano só vestisse a camisola amarela no fim.
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