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Correio da Manhã

Desporto
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São todos uns cobardolas?

Na apresentação dos novos equipamentos do FC Porto, Helton, Rolando, João Moutinho, James e Hulk ouviram o presidente anunciar que “estes cinco vão continuar por cá”.
16 de Julho de 2011 às 00:00
São todos uns cobardolas?
São todos uns cobardolas?

O sinal parecia claro. Até que Rolando, já na Alemanha, estragou tudo ao pôr-se com desabafos como “o Vítor Pereira foi um bom ajunto” ou “o André Villas Boas tem o meu número de telefone”. O futuro nos dirá como vai acabar este enredo. Ou Rolando sai do FC Porto ou fica no FC Porto. E se ficar, já sabe, pode continuar a marcar golos com a mão à vontade, o que dá muito conforto.

 

Entretanto chegou Fucile ao estágio do FC Porto. Preocupou-se em contrariar Pinto da Costa que na véspera chamara cobardola a André Villas Boas, por ter “medo do fantasma de Mourinho” e por ter medo de não ser capaz de ganhar esta época a Liga dos Campeões. Fucile não vai nesta conversa. Para o uruguaio, Villas Boas “fez bem” em partir para o Chelsea e esses argumentos do “medo” não fazem sentido. “Não tem nada a ver, vai-lhe correr tudo bem porque é um grande treinador”, afirmou Fucile.

 

Desconhecendo-se ainda se haverá magnates russos ou de outras origens com vontade de bater as cláusulas de rescisão de Falcao e de Moutinho, Pinto da Costa salvaguarda-se na cláusula surreal de Hulk – 100 milhões de euros – para garantir que, pelo menos, o Incrível não vai sair. E aproveitou também chamar cobardola ao dono do Chelsea. “Abramovich até tem libras para vir buscar o Hulk mas não tem coragem”, disse.

 

Esta pré-temporada do FC Porto está a ser diferente do habitual. A saída de Villas Boas deixou mossas e por muito que Pinto da Costa garanta que só se sentiria magoado “se caísse de um sétimo andar” – caindo do sexto andar nem um beliscão sofreria, conclui-se – e por mais que clame que “só o Hulk é insubstituível, os outros dez eu arranjo”, a verdade é que o único consolo que o FC Porto encontrou neste Julho tem sido o mau arranque do Benfica.

 

Pinto da Costa sabe que não há nada que mais alegre a nação portista do que os percalços do Benfica. Para fazer esquecer no Dragão as mazelas locais, há que apostar tudo no Benfica. E um Alex Sandro e um Danilo vêm mesmo a calhar. E o Benfica, ensonadamente, continua a ser pasto para estas ironias.

 

ERRAR É HUMANO

 

Duarte Gomes, francamente…

 

A última coisa que faltava ao Benfica depois da sua lastimável passagem pela Suíça era vir um árbitro proclamar o seu benfiquismo desde pequenino. Estamos a menos de um mês do início da Liga e, assim, o Benfica parte para a temporada oficial de 2011/2012 não só fragilizado desportivamente pelo corrupio de jogadores aparentemente medianos que tem dentro de portas, mas também, e pior ainda, parte moralmente fragilizado para o campeonato da “verdade desportiva” já que até tem ao seu dispor árbitros nascidos e criados no glorioso Terceiro Anel.

 

Duarte Gomes foi o árbitro que sentiu necessidade de apregoar o seu benfiquismo aos quatro ventos. E explicou-se muito bem. Disse que só deixou da pagar as quotas de sócio do Benfica quando decidiu enveredar a sério pela arbitragem. Duarte Gomes, francamente, mais lhe valia ter continuado a pagar as quotas porque essa seria a atitude certa de um bom árbitro que, sendo adepto de um clube, nada tem a temer das más-línguas porque a sua vocação é mil vezes superior a qualquer emblema. Mas o árbitro Duarte Gomes entendeu divulgar a sua receita certa para a honestidade: não paga quotas, pronto, é um árbitro isento, em conclusão. E aquele campeonato que deu ao Sporting e a Mário Jardel é a prova definitiva de que podem contar com ele. E contam mesmo.

 

POSITIVO

Manel egípcio

 

Manuel José e o Al-Ahly vivem um já longo e profícuo romance. O treinador português, depois de uma passagem pela selecção de Angola, regressou ao Egipto para dar ao Al-Ahly o seu 6.º título de campeão. É obra.

Paulo húngaro

Paulo Sousa chegou ao futebol húngaro para dirigir o Videoton, o actual campeão. Estreou-se no banco na decisão da Supertaça e conquistou o troféu batendo o Kecskeméti, por 1-0. Chama-se a isto começar logo bem.

 

NEGATIVO 

Jaime chinês

Jaime Pacheco vive a sua aventura na China ao serviço do Beijing Guan. Pacheco não gostou de uma decisão de um árbitro, protestou à boa maneira portuguesa e foi suspenso por oito jogos. É preciso ter maneiras.

 

PÉROLA

 

“Sei que Michel Preud’homme foi grande aqui.”, AXEL WITSEL

 

O jovem belga mostrou reverência pelo historial do clube, apontou Rui Costa como um ídolo de infância e lamentou não ter conversado com Preud’homme sobre o Benfica. Mas ainda vai muito a tempo. E mesmo estando longe, Preud’homme saberá bem o que dizer ao jovem Witsel.

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