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Correio da Manhã

Desporto
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Scolari fecha portas à selecção inglesa

O seleccionador nacional, Luiz Felipe Scolari, garantiu esta sexta-feira que não vai suceder ao sueco Sven-Goran Eriksson no comando técnico da selecção inglesa, reafirmando apenas que cumprirá o contrato com a Federação Portuguesa de Futebol até 31 de Julho. Em conferência de Imprensa na Alemanha, Scolari escusou-se a revelar o seu futuro após o Mundial e sublinhou que está de corpo e alma na equipa das 'quinas'.
28 de Abril de 2006 às 18:00
"Os clubes e as federações devem ouvir as pessoas para que se possam definir-se por um nome. Fiquei muito feliz por se terem lembrado do meu nome, mas definitivamente quero pôr um ponto final nesse assunto. Não sou, nem serei o técnico de Inglaterra, até porque a federação inglesa ainda vai escolher um nome, mas o meu não estará entre as possibilidades", assegurou o técnico, explicando o porquê de não fazer parte das opções para treinar a selecção inglesa.
"A minha decisão deve-se a uma série de factores. Primeiro por causa de Portugal que, em determinados momentos, não aceita que o seu técnico possa negociar com outras federações. Segundo, porque ontem à noite tive a sensação que ainda sou importante em Portugal para a selecção, para a população e para o projecto que criámos em 2003. Quero agradecer às pessoas que estiveram comigo no jantar e que me fizeram reflectir. Deram-me a ideia que eu estava a orientar uma família, que estava a dirigir uma equipa como se estivesse a dirigir os meus filhos. E também me pediram que levasse o projecto em frente como se fosse o último acto da minha vida. Entendi a mensagem e quero fazer um apelo: vamos seguir juntos para o Mundial na mesma corrente do Euro", salientou Scolari.
O técnico agradeceu ainda a Gilberto Madaíl a estima e a liberdade que lhe deu para poder conversar com os responsáveis ingleses afirmando que, da mesma forma, o presidente poderá fazer o mesmo com quem entender.
Por sua vez, o presidente da FPF, Gilberto Madaíl, elogiou a a postura de Scolari. "Tomou uma posição que o dignifica e só mostra que é um homem com princípios", afirmou, referindo que estão abertas "as portas" para a continuidade do técnico no comando da selecção das "quinas".
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