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Correio da Manhã

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Scolari rendido a Manuel da Costa

Scolari voltou a surpreender na convocatória tendo em vista os dois jogos de apuramento para o Euro’2008 ao chamar os defesas Manuel da Costa (PSV) e José António (B. Monchengladbach). O central da formação holandesa orientada por Koeman, de 20 anos – apesar de não poder jogar devido a castigo –, foi chamado por ‘Felipão’ apenas quatro meses depois de se estrear com a camisola das ‘quinas’, em sub-20, no Torneio de Toulon.
29 de Setembro de 2006 às 00:00
Scolari rendido a Manuel da Costa
Scolari rendido a Manuel da Costa
Com a ausência de Jorge Andrade (a recuperar de uma lesão) e Ricardo Costa (castigado), o seleccionador optou por convocar dois jogadores que nunca foram chamados à equipa principal, mas que já constavam na pré-convocatória de Scolari.
Dono de uma excelente compleição físicia – 1,87 m e 79 kg –, Manuel da Costa vai trabalhar apenas nos primeiros quatro dias na Selecção principal, uma vez que não pode defrontar a Rússia, na primeira mão do ‘play-off’ para o Europeu de sub-21, devido a castigo. Depois regressará ao seu espaço natural, sendo opção para José Couceiro no segundo jogo. “Vamos poder trabalhar com Manuel da Costa nos quatro dias que antecedem o jogo com o Azerbaijão”, explicou o seleccionador, abrindo as portas ao jovem jogador para “mais oportunidades no futuro”.
O central da equipa holandesa não queria acreditar quando soube da chamada. “Fico muito feliz por ter esta oportunidade, ainda que não vá jogar. É uma honra poder passar estes dias com jogadores deste nível”, afirmou. “Foi uma grande alegria. Os avós choraram com a notícia”, revelou ao CM o pai do craque portuguêsm que tem o mesmo nome. O internacional sub-21 tem um percurso bastante diferente do normal. Filho de pais portugueses, Da Costa – como é conhecido na Holanda – nasceu em França mas desde cedo manifestou o desejo de jogar na equipa de todos nós. “Muito novo, o Manuel decidiu que queria ser futebolista. Já nas camadas jovens do Nancy, ele viveu um ano difícil quando aos 16 anos teve de ir para outro clube”, reconheceu o progenitor, salientando que esse ano fez com que Costa se tornasse “muito forte”. Adepto ferrenho do FC Porto, o central ainda prestou provas no Dragão. A inexistência de um centro de estágio – em 2002 – foi a razão invocada pelo pai do jogador para não ficar nas Antas.
Manuel da Costa tem quatro irmãos e neste momento não tem namorada. Para além do futebol, o defesa gosta de jogar consola, bilhar e é um aficionado pelo ténis, não tivesse ele uma relação muito próxima com uma jovem tenista francesa do WTA. O bom desempenho no Nancy e no Torneio de Toulon despertou o interesse do PSV de Ronald Koeman, que não hesitou em contratar o português.
PERFIL
Manuel da Costa, nasceu em Saint-Max, em França, no dia 6 de Maio de 1986. Iniciou o seu precurso como futebolista nos franceses do Nancy. Em Maio estreou-se por Portugal no Torneio de Toulon. Já este mês alinhou pelos Sub-21 no ‘play-off’ de apuramento para o Europeu tendo apontado um golo frente à Polónia.
A OUTRA SURPRESA
Quem também tem motivos para sorrir é o central do Borussia de Monchengladbach, José António, que também se estreia nos eleitos de Scolari. As boas exibições do defesa e as observações feitas pela equipa técnica convenceram ‘Felipão’.
“O Zé António é uma situação nova. Foi chamado devido a cartões e às observações que fizemos”, afirmou o seleccionador no anúncio dos convocados para os dois próximos embates.
QUARESMA FICA DE FORA
Luiz Felipe Scolari procedeu a uma mini-revolução nos convocados para os dois jogos de preparação frente ao Azerbaijão e Polónia. O seleccionador, para além das novidades no centro da defesa, voltou a chamar Miguel, Simão – afastados da última convocatória por lesão – e Maniche (não tinha ritmo competitivo.
O extremo Quaresma voltou a ficar fora dos eleitos. “Não foi chamado por uma questão de opção”, afirmou Scolari. Em relação aos dois jogos referentes ao Grupo A de fase de apuramento, o brasileiro não quer que a Selecção volte a cometer erros antigos, apresentando muitas dificuldades em ultrapassar equipas teoricamente mais fracas. “Tenho de mostrar aos jogadores as dificuldades das outras equipas, que vamos defrontar e que têm o mesmo nível que nós. Jogámos um encontro com o Azerbaijão e terminou em 1-1, em 1999. É fácil depois de se conseguir”, concluiu.
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