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Correio da Manhã

Desporto
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SEM DEFESA NEM GLÓRIA

Ontem, no Municipal de Braga, era preciso marcar dois golos e não sofrer nenhum para superar a derrota por 3-1 sofrida na primeira ‘mão’. E as coisas até não começaram mal.
30 de Setembro de 2004 às 20:18
O Braga marcou logo aos onze minutos, por João Tomás. A equipa arsenalista instalou-se cedo no meio-campo escocês e tudo fazia crer que o Braga iria cumprir a profecia de Jesualdo Ferreira, que na passada quinta-feira tinha assegurado que a sua equipa passaria a eliminatória. Afinal, foi apenas uma ilusão. Os jogadores do Braga deixaram-se embalar num jogo feio e mastigado e aos 27 minutos, o ‘ponta-de-lança’ De Vries aproveitou um desentendimento entre o defesa Paulo Jorge e o guarda-redes Paulo Santos, e enviou a bola, muito lentamente, para o fundo da baliza. Um golo incrível.
Este lance abalou, e de que maneira, a equipa do Braga, mas o pior ainda estava para vir. Aos 47 minutos, num contra-ataque, e aproveitando mais um erro clamoroso da defesa do Braga, De Vries bateu pela segunda vez Paulo Santos. Era o fim do sonho. O Braga precisava agora de marcar mais três golos para seguir em frente. Missão impossível. Novo golo do Braga só a 15 minutos do fim, na sequência de um pontapé de canto. Mas já era tarde. Os arsenalistas acabaram por fazer pouco para quem queria seguir em frente na Taça UEFA. No final, Jesualdo Ferreira rendeu-se às evidências e disse que, ao contrário do que muita gente pensa, o Hearts é uma equipa “muito forte e mereceu passar a eliminatória”.
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