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Correio da Manhã

Desporto
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Serenidade à Maradona

O jogo é dos quartos-de-final e Diego Maradona volta a enfrentar o colosso germânico com muita vontade de fazer história. Como nas duas finais de 1986 e 1990, a equipa europeia é mais compacta, mais fiável e mais competitiva, enquanto a Argentina tem talento, garra e capacidade de superação. Nas anteriores, Maradona ganhou graças à qualidade dos seus colegas (Valdano, Burruchaga, Enrique, Ruggeri) e perdeu com uma equipa de segunda ordem (Dezotti, Troglio, Serrizuela).
3 de Julho de 2010 às 00:30
Argentinos vão ter frente à Alemanha o teste mais difícil do Mundial
Argentinos vão ter frente à Alemanha o teste mais difícil do Mundial FOTO: Cezaro de Luca

Agora, baralha os críticos com um conjunto de vedetas (Messi, Tevez, Higuain, Milito, Aguero) acomodado num nível de evidência inferior à do guia espiritual. Maradona tem a chave do futuro da selecção argentina, pela capacidade de motivação da equipa, perante um adversário mais organizado e impiedoso na zona de finalização.

Fez muita questão de levar um veterano como Verón para o Mundial, pelo reconhecimento da necessidade de liderança em campo e de garantias de serenidade e antipânico, como se estivesse a pensar nesta terceira final com a Alemanha. Os germânicos, depois de um golo, conseguem outro logo de seguida, em galopadas imparáveis a tirar o maior partido da desmoralização momentânea dos adversários.

OS RESISTENTES DA EUROPA

Muller e Ozil jogam um futebol linear, veloz, incisivo e prático. Estão para a Alemanha como Sneijder e Robben para a Holanda: marcamV golos e assistem. Mais, são bastiões da resistência europeia, sufocada pela emigração sul-americana.

MARADONA: UM BRAÇO

O seleccionador argentino Maradona assegurou que daria "um braço" para que a sua equipa ganhasse o Mundial e acrescentou que correria nu pelas ruas de Buenos Aires

VUVUZELA: OLHO

Um homem perdeu um olho quando foi assaltado por um três indivíduos que lhe tentaram roubar uma vuvuzela. O incidente decorreu no Zimbabwe

TAILÂNDIA: SUICÍDIO

Um tailandês de 28 anos suicidou-se por o pai o ter repreendido por passar demasiado tempo a ver o Mundial em vez de estar a ajudar a família nos campos de arroz

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