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Correio da Manhã

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Sérgio Conceição: "Se me sinto capaz de pegar num plantel novo? Claro que sim"

Sérgio Conceição está preparado para enfrentar uma nova temporada.
17 de Maio de 2019 às 16:01
Sérgio Conceição, conferência de imprensa
Sérgio Conceição, conferência de imprensa
Sérgio Conceição, conferência de imprensa
Sérgio Conceição afirmou não temer as mudanças que se adivinham no plantel do FC Porto no mercado de verão. O treinador diz não ter medo e lembra que quando aceitou este desafio, já sabia das dificuldades financeiras existentes no Dragão.

Capaz de pegar numa equipa nova?

"Independentemente da forma de estruturar o plantel, de saírem X jogadores, entrarem X jogadores… quem trabalha nesta casa, trabalha para ganhar jogos e títulos. Se o presidente falou, tem toda a legitimidade e credibilidade, estamos a falar do dirigente mais titulado do Mundo, saberá com certeza o que está a falar. O que ele disse, está dito.

Quem trabalha aqui tem de trabalhar para ganhar títulos. Se sou capaz? Claro que sim. O meu percurso... No Olhanense o meu título foi ficar em oitavo, na Académica foi ficar em oitavo e por aí fora. Neste percurso no FC Porto, em dois anos, o FC Porto não estava muito habituado a ficar quatro anos sem ganhar nada. Agora em dois anos temos a possibilidade de ganhar quatro títulos, dois já conquistados.

É verdade que estivemos na final da Taça da Liga. Se perguntarem se é importante chegar a estes momentos decisivos, é, mas mais importante é ganhar. O nosso ADN é esse. É importante estar nestes momentos de decisão, mas o mais importante é ganhar. Eu e o presidente estamos em plena sintonia nesse sentido. Se me sinto capaz? Obviamente que sim."

Fica mais confortável se o FC Porto for forte no mercado?

"Vocês sabem a realidade do FC Porto nestes últimos anos, nomeadamente nos dois em que estou aqui, da grande dificuldade que o FC Porto teve em trazer mais-valias devido ao aspeto financeiro. Mas isso não é fundamental para que eu fique ou não fique. Se eu tivesse medo, não tinha aceite vir de Nantes por metade do meu contrato em França para representar o FC Porto. Não é por aí. O que há a fazer, e estou em plena sintonia com o presidente, é uma conversa entre nós que tem havido em relação às melhorias de algumas situações dentro do clube, mas isso faz parte do meu trabalho. Eu querer melhorar algumas situações e com certeza que o presidente também quererá.

Um desses aspetos é na equipa profissional, mas há outras situações que são faladas e têm de ser melhoradas. Mas isso faz parte da minha forma de estar, deixar um relatório do que acho que podemos melhorar para sermos uma equipa competitiva e lutarmos por títulos. Todos os clubes o fazem com certeza.

Saída de muitos jogadores? Um clube não tem a ver só com isso. Hoje vêm na imprensa os quatro sub-19 que vão fazer a pré-época connosco. Olhar um bocadinho para a formação. São outros aspetos importantes na dinâmica de um clube que tem a exigência máxima de ganhar títulos. Temos de perceber o que não funcionou e o que funcionou. É assim que entendo o futebol para que em cada ano que passa irmos à procura de ganhar, porque os outros também se reforçam nestes aspetos."

Regresso às vitórias com saída de Pepe

"Acho que não tem nada a ver uma coisa com a outra. Nós olhamos para o que somos como equipa, como abordar determinado jogo em função do que queremos nesse jogo. Umas vezes passou com Pepe a jogar, outras no banco, umas com o Manafá a jogar, outras no banco, umas com o Militão a jogar, outras no banco. Depende do adversário, do que quero para o jogo. Dou um exemplo: houve diferentes nuances com o Nacional, jogou o Óliver.

Às vezes, a entrada de um jogador pode mudar a dinâmica de jogo, no processo ofensivo ou defensivo. Mas não podemos passar a ideia de que um jogador entra e perde-se por um jogador. Isso é errado."
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