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Correio da Manhã

Desporto
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Sinais de impaciência

O FC Porto conseguiu vencer o Rio Ave sem recorrer a soluções marginais, como o golo com a mão preconizado pelo treinador Villas-Boas. Por enquanto, apesar do nervosismo que alastra nas bancadas do Dragão, o valor da equipa e o peso das camisolas ainda chegam para levar de vencida os menos cotados.
8 de Fevereiro de 2011 às 00:30
Sinais de impaciência
Sinais de impaciência

A impaciência que afecta o jovem treinador, associada às ausências forçadas de alguns jogadores mais influentes, resulta do passo certo e das demonstrações de força que o Benfica vem dando, em paralelo, sem se desmobilizar pela frustração de a uma série enorme de vitórias consecutivas ainda não corresponder a uma diminuição do atraso.

O FC Porto ganha jogando mal, o Benfica mantém-se na cola actuando muito melhor do que no início da temporada. O plantel portista é reduzido e desequilibrado, o encarnado soube colmatar as saídas importantes, mas sem queimar as etapas iniciais da adaptação.

FC Porto e Benfica ultrapassaram incólumes e satisfeitos a jornada em que o Sporting chorou convulsivamente por Liedson e pelo futuro negro, já com os olhos postos no próximo fim-de-semana e no jogo de Braga, onde um triunfo dos dragões poderia arrumar de vez a questão do título. A equipa de Domingos Paciência, contudo, também está em crescendo, depois da reorganização do plantel e ainda pode chegar ao 3º posto, uma vez que o rival Guimarães também não consegue materializar o investimento contínuo.

Pelo contrário, no campeonato ‘low cost’, Beira-Mar e Olhanense conseguem manter-se bem acima da classificação projectada no início da temporada, com mérito para os treinadores Leonardo Jardim e Daúto Faquirá, em contraste com o infeliz Carlos Azenha, que averbou a terceira derrota consecutiva em casa e não parece capaz de impedir a despromoção do clube algarvio.

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