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Correio da Manhã

Desporto
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Sindicato de médicos contra o regresso de público aos estádios de futebol

Em causa está a forte probabilidade de levar à multiplicação de contágio do novo coronavírus.
Lusa 10 de Agosto de 2020 às 11:16
Estádio na Alemanha
Estádio na Alemanha FOTO: Reuters
O sindicato dos médicos alemães manifestou-se esta segunda-feira contra o regresso dos espectadores aos estádios de futebol, considerando que isso poderia levar à multiplicação de contágio do novo coronavírus.

"O perigo de contágios massivos seria real. Se tivermos azar podemos ter um supercontagiador entre os espetadores e o vírus se espalhar como um incêndio", disse a presidente do sindicato, Sussane Johna, em declarações ao Neuen Osnabrücker Zeitung.

Sussane Johna também expressou o seu ceticismo em relação ao plano da Liga Alemã de Futebol (DFL) de permitir o retorno limitado do público aos estádios, que deve ser discutido esta segunda-feira pelos ministros da Saúde dos estados federados.

"O aspeto traiçoeiro do coronavírus é que alguém pode se sentir perfeitamente bem e estar infetado. No meio de comemorações, gritos e manifestações de alegria, as infeções podem multiplicar-se muito rapidamente", disse a presidente da Liga Marburg.

A DFL sugeriu um plano que inclui a abolição da venda de bebidas alcoólicas nos estádios, a eliminação das arquibancadas para os espectadores e a quota de ingressos para os clubes visitantes, além da redução da lotação.

"Os esforços do DFL são compreensíveis. Mas não é realista pensar que essas medidas sirvam para prevenir o contágio. Não consigo imaginar que, quando a sua equipa marcar um golo, os espectadores vão permanecer sentados nos seus lugares. O que eles irão fazer é levantar-se e abraçarem-se, o que é perfeitamente humano", referiu Sussane Johna.

A pandemia de covid-19 já provocou mais de 727 mil mortos e infetou mais de 19,6 milhões de pessoas em 196 países e territórios, segundo um balanço feito pela agência francesa AFP.

Depois de a Europa ter sucedido à China como centro da pandemia em fevereiro, o continente americano é agora o que tem mais casos confirmados e mais mortes.

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