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Correio da Manhã

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Sinisa Mihajlovic revela que tem leucemia aguda: "Sentei-me durante dias a chorar"

Ex-treinador do Sporting confessa que ficou em choque quando ouviu o diagnóstico mas já caiu em si e promete lutar.
Record 13 de Julho de 2019 às 18:59
O treinador Sinisa Mihajlovic
Sinisa Mihajlovic
O treinador Sinisa Mihajlovic
Sinisa Mihajlovic
O treinador Sinisa Mihajlovic
Sinisa Mihajlovic
O treinador do Bolonha, Sinisa Mihajlovic, deu este sábado uma conferência de imprensa em que explicou o seu estado de saúde, depois de o 'Corriere dello Sport' ter noticiado este sábado que o ex-técnico do Sporting padece de um grave problema de saúde. O sérvio, de 50 anos, revelou que lhe foi detada uma leucemia aguda, mas que vai continuar a trabalhar.

"Infelimente, ou felizmente, realizámos uns testes que revelaram algumas anomalias, problemas que eu não tinha há uns meses. Tive uma febre, não dei grande atenção a isso, mas os exames acabaram por revelar que tenho leucemia", explicou Mihajlovic.

"Quando ouvi o diagnóstico foi um choque. Sentei-me durante dias, a chorar, a vida passa-nos diante dos olhos. Não foram lágrimas de medo. Foram de respeito pela doença, vou enfrentá-la de peito aberto, olhos nos olhos, como sempre fiz. Mal posso esperar por começar esta luta. É agressivo mas está ao meu alcance. Expliquei isto aos meus jogadores, disse-lhes que vou ganhar esta batalha. Com a minha tática vou definitivamente ganhar esta batalha. Vou ganhar pela minha família, pelos meus filhos, por todos aqueles que me amam."

"Recebi umas 600 ou 700 mensagens nos últimos dias e peço desculpa por não ter respondido, queria tirar algum tempo para mim, para me livrar de todo o negativismo, de modo a estar preparado para esta luta."

"Quero agradecer ao Bolonha, do presidente ao roupeiro, todos nesta família mostraram que gostam de mim, tal como os meus jogadores. Isso é importante para mim. Chorei nos últimos dias, mas vi coisas que me motivaram bastante. Ninguém deve ter pena de mim, eu estou bem."

"Aposto que vocês pensavam que eu era uma das últimas pessoas que podia ficar doente, treino, sou grande e forte, fiz exames a 28 de fevereiro e estava tudo bem. Treinei todos os dias até maio, viajei, joguei futebol, nunca me senti cansado, nunca tive dores. Estava normal."

"O meu pai morreu de cancro, por isso faço exames com regularidade. Se não tivesse feito estes testes, nunca saberia que estava doente, só dentro de um ano teria sintomas."

"Não devemos pensar que somos indestrutíveis. Todos pensamos que só acontece aos outros, mas quando nos acontece, é um choque tremendo. Só se espera que o problema tenha sido detetado a tempo porque descobrir isto ao fim de dois meses ou depois de um ano faz muita diferença."

"Por isso espero que o meu exemplo sirva para as pessoas fazer exames regularmente, prepararem-se para a possibiliade de isto poder acontecer. A nossa vida muda radicalmente. Quando tens um pesadelo acordas e fica tudo bem, mas este pesadelo é real."

"Nada na vida me foi dado de mão beijada, sempre tive de lutar. E vou lutar agora também."
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